Praias adaptadas: rampa de acesso ao mar

Projeto-piloto começa a funcionar na praia do Centro de Caraguatatuba
(litoral de São Paulo) e contará com rampa de acesso ao mar

A cidade de Caraguatatuba terá praias adaptadas para portadores de necessidades especiais. Um projeto-piloto foi implantado na praia do Centro e será avaliado hoje pelo prefeito José Pereira de Aguilar (PSDB). A iniciativa é pioneira no Litoral Norte.

O projeto foi elaborado pelo voluntário Walter Tavarez, do Rotary Club de Caraguá. Segundo Tavarez, o projeto prevê rampa de acesso à praia e ao mar; duas tendas, uma servindo como vestiário e outra para tratamento de fisioterapia. No mar, dois voluntários farão o acompanhamento dos deficientes.

Os portadores de necessidades especiais também poderão utilizar caiaques, pranchas de surfe e bóias, sempre acompanhados dos monitores, que são estudantes de educação física das Faculdades Módulo.

O local destinado aos deficientes tem sombra e um piso de madeira e plástico para evitar que eles fiquem na areia da praia. "Trata-se de uma experiência pioneira no Litoral Norte e talvez no Brasil", afirmou Tavarez.

O prefeito admite expandir o projeto para as praias mais frequentadas da cidade. "Quero facilitar ao máximo a presença dos portadores de necessidades nas nossas praias", afirmou.

A fisioterapeuta Laura Marciano da Costa, que presta assistência à Associação dos Portadores de Necessidades Especiais da cidade, disse que o projeto tem tudo para ser um sucesso. "Não conheço nada igual no país", disse.

ESPAÇOS - Segundo ela, os portadores de necessidades e seus familiares encontram muitas dificuldades para frequentarem as praias da região devido à falta de espaços e de equipamentos destinados aos deficientes.

Adriano Rodrigues Pereira, 23 anos, afirmou que frequentar a praia exige um esforço dobrado por parte dos portadores de deficiência. Ele precisou amputar as pernas há 11 anos devido a uma osteoporose.

"A gente tem que ter força de vontade para ir à praia e muita força nos braços devido à falta de rampas e acessos ao mar", disse.

Segundo ele, o portador de deficiência é obrigado a engatinhar na areia para chegar ao mar. Isso porque, o contato direto da cadeira de rodas com o mar provoca problema de ferrugem. Pereira elogiou a iniciativa da prefeitura.

No Estado de São Paulo existem 7 milhões de portadores de necessidades especiais, um público que a prefeitura pretende atrair para a cidade. Salim Burihan

Fonte: Vale Paraibano – Sentidos (www.sentidos.com.br)

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