Vivo lança serviços para clientes com deficiência auditiva e visual

Para democratizar seus canais de comunicação, a Vivo, operadora de telefonia móvel presente em 19 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, lançou no final de setembro a primeira etapa do atendimento a clientes com deficiência auditiva. O serviço está disponível para os usuários de São Paulo e Rio de Janeiro, de segunda a sábado, das 8 horas às 20 horas, por meio do telefone 0800 772-8346. A chamada é gratuita.
De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2000), dos 24,4 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência, 17% (4,1 milhões) são portadores de deficiência auditiva.

Michel Daud, diretor de Saúde e Qualidade de Vida da Vivo, explica que o sistema específico para deficientes auditivos inicia-se quando o cliente liga para o canal de atendimento da empresa, a partir de um equipamento do tipo TDD (da sigla em inglês para Telephone Device for Deaf, Telefone com Dispositivo para Surdos), instalado atualmente na rede pública de telefonia, ou a partir de um TDD particular, com sistema fixo ou móvel.
Ao receber a chamada, explica Michel, por meio de um sinal eletrônico denominado 'portadora ou sinal de fax', a Central de Atendimento identifica se o cliente é deficiente auditivo. Em seguida, a ligação é transferida para o equipamento de comunicação por texto. A partir do momento em que cliente e a Central de Atendimento estão conectados, os textos digitados e enviados são recebidos pelo atendimento e a resposta segue também por meio de textos visualizados no display do TDD do emissor.
"Todo o atendimento é prestado por um grupo receptivo (call center), exceto em casos de incidências, nos quais a verificação é realizada pelo Back Office e o retorno, via SMS (mensagem de texto via celular), pela Central de Atendimento ao Deficiente Auditivo", afirma o diretor da empresa.
O deficiente auditivo Valdir Rodrigues Caetano, inspetor de qualidade Timken do Brasil, informa que já era usuário do serviço da Telefônica. "Que bom que as empresas estão pensando em melhorar a qualidade de vida dos deficientes auditivos. Agora posso contar com o serviço da Vivo também. Esse tipo de atendimento melhora nosso vocabulário e amplia nossa comunicação, à medida em que vamos buscar o sentido das palavras que não usamos no nosso cotidiano", afirma.
Controlada pelos Grupos Portugal Telecom e Telefónica Móviles, a Vivo é a maior prestadora de serviços de telecomunicações móveis do hemisfério sul e 10ª no ranking mundial, com mais de 28 milhões de clientes em todo o Brasil. Líder no mercado individual e também no segmento corporativo, para o qual fornece soluções por meio da unidade de negócios Vivo Corporativo. O diferencial da companhia em relação aos concorrentes reside na tecnologia CDMA - base mundial da Terceira Geração de telefonia celular, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), além da cobertura e o caráter inovador de seus serviços de voz e dados, como acesso à internet móvel em banda larga, transmissão de vídeo e outros formatos de comunicação online.

Programa Vivo Voluntário

Criado em abril de 2004 para integrar todas as ações dos voluntários da empresa espalhados por 19 Estados e Distrito Federal, o Programa Vivo Voluntário promove campanhas de arrecadação de livros, brinquedos, alimentos e agasalhos em nível nacional. E vai além. Durante uma reunião denominada I Encontro de Liderança Voluntária, no ano passado, um grupo de voluntários decidiu unir esforços para construir diretrizes de atuação do programa e eleger um público-alvo beneficiário, os deficientes visuais. O Vivo Voluntário é gerenciado pelo Instituto Vivo, órgão de investimento social privado da empresa homônima.
E por que a deficiência visual? Os voluntários constataram a existência de uma demanda em potencial de serviços da empresa para esse segmento de usuários. Segundo dados do IBGE, 24,5 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência, sendo que a maioria - 16,5 milhões - é deficiente visual. Outros números fundamentais para ilustrar esse cenário vêm do Ministério da Educação (MEC). O Censo Escolar 2003/2004 mostrou que existem 3.485 cegos matriculados no ensino fundamental; 28.773 deficientes visuais no ensino fundamental (de 1ª à 8ª série) e 920 no ensino superior. O MEC também revelou a existência de apenas 128 livros didáticos e 70 paradidáticos em braille.
O próximo passo do programa foi a criação do Espaço Vivo Voluntário, um centro de produção de conteúdos em braille, inaugurado em janeiro de 2005 em São Paulo. O Espaço abriga computadores com softwares especiais para ampliar, gravar e transcrever textos para o braille, além de impressoras importadas, capazes de produzir dez mil páginas de materiais educativos por mês nesse formato.
"O pioneirismo da iniciativa está na forma do atendimento. As instituições parceiras do Instituto identificam as demandas e as repassam para os voluntários da empresa. Eles digitam ou escaneiam os textos solicitados e os encaminham para impressão no Espaço Vivo Voluntário. Em quatro meses, foram impressas no local 17.941 páginas de braille, que deram origem a 307 livros (83 títulos), encaminhados a quatro instituições, em São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão", informa Karinna Bidermann, diretora do Instituto Vivo.
Até o momento, o Programa Vivo Voluntário mobiliza mais de 600 funcionários pelo País, sendo que 50 são líderes voluntários em seus respectivos Estados, atuando como agentes multiplicadores da responsabilidade social.
Para Karina Santos, do setor de Recursos Humanos da Vivo Pará, não adianta só esperar que a solução dos problemas caia dos céus. "Está na hora de nos conscientizarmos. Cada um precisa fazer sua parte. Além do mais, o trabalho voluntário é um belo exercício de cidadania", diz.
Criado para gerenciar os projetos sociais, a partir da constituição da joint venture que opera sob a marca Vivo, em dezembro de 2002, o Instituto Vivo apóia ações desenvolvidas por organizações do terceiro setor e iniciativa pública em todas as áreas de atuação da empresa, em benefício das comunidades locais. Em 2004, foram beneficiadas mais de 300 mil pessoas, com investimentos que somaram cerca de R$ 15 milhões. Até o final deste ano, a meta é alcançar mais de 500 mil pessoas.

Empresa: Vivo
Nº de funcionários: 7000
Telefone: (11) 5105-2775
Email: c_rpurificacao@vivo.com.br
Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, São Paulo/SP
Site: http://www.vivo.com.br

Fonte: Instituto Ethos

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