Pessoas com deficiência fazem carreata de protesto
Manifestantes
com deficientes física realizaram ontem uma carreata,
que partiu do Conjunto Ceará, para reivindicar a implantação
do passe livre e da adequação de mais ônibus
para atendê-los. Eles também distribuíram
cartas de protesto enviadas à prefeita e ao governador
do Ceará.
Não há dignidade sem acessibilidade. A frase estampada
na faixa carregada pelo trio elétrico que seguiu à
frente da carreata bem definiu o objetivo da manifestação
organizada pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da
Pessoa com Deficiência do Ceará (Cedef-CE), que
ganhou as ruas do Conjunto Ceará e bairros adjacentes
da zona Sul de Fortaleza no final da tarde de ontem, a fim de
lançar a Campanha Estadual pela Acessibilidade.
No trajeto, iniciado no Pólo de Lazer do Conjunto, portadores
de diversos tipos de limitações, familiares, amigos
e apoiadores do movimento foram conduzidos em ônibus e
veículos de menor porte até os terminais do bairro,
do Siqueira e de Parangaba, denunciando a falta de atenção
da sociedade com o segmento populacional portador de deficiências
e ao mesmo tempo reivindicando direitos que embora reconhecidos,
Por todo o percurso da carreata, foram distribuídas cópias
de cartas abertas que o Cedef-CE está direcionando à
prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e ao governador
Lúcio Alcântara (PSDB). À administração
municipal, as pessoas com limitações apelam em
caráter prioritário pelo passe livre e pelo cumprimento
da Lei Nacional de Acessibilidade - número 5.296, datada
de 2 de dezembro de 2004, que define que 10% da frota de ônibus
deve ser adaptada para beneficiar idosos, gestantes, deficientes
temporários, obesos, crianças e possuidores de
deficiência em geral. Atualmente, de acordo com a Empresa
de Transito e Transporte Urbano S/A (Ettusa), da frota de 1.620
ônibus de Fortaleza, apenas 18 estão adaptados.
Ao governador, o documento apresenta como principais reivindicações
o apoio efetivo para assegurar recursos e investimentos estaduais
em todas as áreas de atuação das políticas
públicas nas diversas secretarias do Estado, de modo
a criar condições reais de inclusão de
pessoas com deficiência na Saúde, Educação,
Trabalho, Transporte, Cultura, Esporte, Lazer, Comunicação
e Informação. Além disso, é exigido
melhor estrutura executiva, financeira e operacional ao Conselho
da Pessoa com Deficiência.
Rosa Sá
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