Unifenas reserva vagas para pessoas com deficiência
A
Universidade José do Rosário Vellano - Unifenas
terá dois anos para preencher o quadro de pessoal de
todos os seus nove campus instalados no Estado de Minas Gerais
com o percentual de pessoas beneficiárias da Previdência
Social reabilitadas ou pessoas portadoras de deficiência
habilitadas (PPD’s). Essas obrigações foram
assumidas pela Unifenas perante o Ministério Público
do Trabalho, com a assinatura de um Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC), nessa semana.
Além das 32 pessoas portadoras de deficiência que
a Universidade já comprovou ter contratado, nos próximos
dois anos serão abertas mais 84 vagas. De acordo com
a procuradora do Trabalho Lutiana Nacur Lorentz, "a cota
varia de acordo com o número de empregados da empresa",
ou seja, o número de vagas estimado na data da assinatura
do TAC poderá ser alterado para baixo ou para cima nos
próximos dois anos.
A Unifenas poderá preencher as vagas na medida em que
postos de trabalho ficarem disponíveis em decorrência
das dispensas solicitadas por empregados que estão atualmente
no quadro, dos pedidos de aposentadoria ou da criação
de novos postos de trabalho. Lutiana Lorentz ressalta que "em
todos estes casos os empregados reabilitados pelo INSS oriundos
da própria empresa deverão ser absorvidos prioritariamente".
Para não discriminar o portador de deficiência
após a admissão, a Unifenas se comprometeu a promover
palestras a todos os empregados, quando houver contratação
de algum PPD e também de seis em seis meses, para que
o melhor modo de lidar com cada tipo de deficiência seja
esclarecido.
A Unifenas manifestou disposição em adequar sua
conduta, alegando que após ser notificada pela Delegacia
Regional do Trabalho, em fevereiro de 2004, tomou as primeiras
providências para o cumprimento da cota. Uma das iniciativas
foi a publicação de anúncio em jornal comunicando
o interesse em contratar pessoas portadoras de deficiência.
Mesmo assim, não conseguiu comprovar o cumprimento integral
da cota exigida por lei, quando convocada pelo MPT no segundo
semestre do mesmo ano. À época a instituição
de ensino deveria ter contratados 123 PPD’s, mas comprovou
ter apenas trinta e dois.
Fonte:
Ministério Público do Trabalho
Voltar
- Topo