"Inseridos" no mercado saltam de 820 para 35 mil

Até dezembro de 2002, o Ministério do Trabalho contabilizava 820 trabalhadores portadores de deficiência empregados em todo o Estado. A realidade de hoje é outra. O número, que antes demonstrava espaço restrito para inclusão social, saltou, atualmente, para 35 mil. A informação é do delegado regional do Trabalho no Estado de São Paulo, Heiguiberto Guiba Della Bella, que esteve ontem em Jundiaí e concedeu entrevista exclusiva ao JJ Regional e à Radio Difusora (810 AM).
Para Guiba, o número reflete um novo modelo de trabalho adotado pelo atual ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que assumiu a coordenação da pasta em janeiro de 2003, apoiado pelas 119 agências de atendimento e 25 subdelegacias existentes no Estado.
O Programa de Apoio a Pessoas Portadoras de Deficiência no Mercado de Trabalho (Padef) da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho em São Paulo atende, orienta e encaminha as pessoas portadoras de deficiência ao mercado de trabalho e tem sido uma das ferramentas utilizadas pelo governo para viabilizar a inclusão. Por meio do programa, a secretaria conscientiza os empresários sobre o potencial dos trabalhores e oferece assessoria técnica para a contratação.
Trabalho escravo - Outro índice alarmante que deverá ser trabalhado pela delegacia regional de São Paulo é o que se refere ao trabalho escravo na colheita de cana-de-açúcar em São Paulo. "Aproximadamente 480 mil trabalhadores migram de outros Estados para São Paulo para atuar na colheita", comentou Guiba, que veio a Jundiaí solicitado pelo deputado estadual, Mauro Menuchi e estava acompanhado de seus assessores Cido Petrucci, Paulo Mauro, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Cajamar, Rogério Borges e do diretor da entidade, Marcos Roberto Martins.
De acordo com o deputado Menuchi, a região sente os reflexos positivos do trabalho responsável do delegado. "É um motivo de alegria receber Guiba em nossa cidade, porque além de ser um companheiro de longa data, é o homem do diálogo que desenvolve o trabalho com cuidado, por isso beneficia todos os lados: tanto o patronal, como o dos trabalhadores." Vanessa Fajardo

Fonte: Jornal de Jundiaí
http://www.jj.com.br/jj2/cidades/cidades07122005-07.html

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