Discriminação
em processo seletivo na Fundação Abrinq
A
Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança
e do Adolescente terá que publicar até 15 de dezembro,
num jornal de circulação nacional, um pedido de
desculpas à jornalista Maria Vilma Roberto e aos 25 milhões
de pessoas com deficiência no Brasil. A retratação
faz parte de um acordo assinado junto ao Ministério do
Trabalho. Vilma, que é cega, denunciou a Abrinq por discriminação.
Em julho, ela se inscreveu no concurso para uma vaga de educadora
social na Abrinq. Vilma havia exercido função
semelhante na Prefeitura de Santo André, administrada
pelo PT. Seu currículo foi selecionado, mas no dia em
que faria o primeiro teste foi avisada, por telefone, que estava
excluída do processo de seleção. Motivo:
Vilma é cega. "Isso é discriminação.
Não me deram a chance de provar que sou capaz. O próprio
teste diria se estou apta a exercer a função",
disse a jornalista.
Com o apoio de entidades de defesa das pessoas com deficiência,
destacadamente a Rede Saci, um site que congrega deficientes
e pessoas interessadas na questão, Vilma questionou a
Abrinq. " Nas respostas eles admitiam a discriminação",
disse. Ela decidiu apresentar uma queixa à Delegacia
Regional do Trabalho de São Paulo.
No Núcleo de Promoção de Igualdade de Oportunidade
e de Combate à Discriminação no Trabalho,
a Abrinq se comprometeu a publicar a retratação.
Segundo a entidade, o processo de seleção foi
terceirizado. A Abrinq fará um projeto de readequação
de sua estrutura para viabilizar o acesso dos deficientes.
Fonte: O Globo - Reportagem Ricardo Galhardo
Atualização da AME: O pedido
de desculpas da Fundação Abrinq foi publicado
no dia 26 de novembro de 2005 no jornal “O Estado de S.
Paulo.”
Voltar
- Topo