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Diabetes: terceira maior causa de óbito no mundo
Diabetes é um tema recorrente entre as pessoas de idade mais avançada. Cresce, porém, a incidência de diabetes entre os jovens e pessoas na faixa dos 40 anos. O diabetes é um dos mais graves problemas de saúde, sendo a terceira maior causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pode causar amputação de membros e é responsável por vários casos de deficiência visual.
Informamos aqui formas de prevenção, sintomas e o que fazer quando uma pessoa fica sabendo que é diabética.
O que é
É um distúrbio causado pela falta absoluta ou relativa de insulina no organismo. Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, cuja responsabilidade é a de facilitar a absorção da glicose (açúcar encontrado nos alimentos) pelo organismo. Quando a insulina produzida se torna insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida pelas células e acumula-se no sangue, ou seja, os níveis de glicose no sangue tornam-se elevados, caracterizando o diabetes. A taxa normal de glicose no organismo varia entre 70 a 110 mg por 100 ml de sangue.
Como se apresenta
Há dois tipos de diabetes: tipo I (insulino dependente) e tipo II (insulino independente). O primeiro caso é mais comum entre crianças e jovens. Trata-se de um distúrbio nas células do pâncreas, que normalmente produzem insulina. Se a insulina não é produzida, os níveis de glicose no sangue ficam constantemente elevados. O diabetes tipo II acomete 90% dos casos e atinge pessoas de todas as idades, sobretudo as idosas. Nesse caso, a insulina é produzida pelo pâncreas, mas algum distúrbio impede que a glicose seja absorvida pelo organismo, elevando sua taxa na corrente sangüínea.
O que causa
No diabetes tipo I, não é conhecida a causa que destrói as células produtoras de insulina no pâncreas. O que se sabe é que a maioria dos casos não tem origem hereditária, ou seja, não é herdado da família.
No diabetes tipo II, o mais comum, também não é conhecida sua causa. Sabe-se, porém, que o fator hereditário tem maior importância do que no tipo I. Há também uma relação entre vida sedentária, obesidade e diabetes. Embora a obesidade não leve, obrigatoriamente, ao diabetes. O excesso de peso, principalmente em pessoas que possuem histórico familiar de diabetes tipo II, aumenta significativamente o risco de surgimento desta disfunção. Cerca de 85% dos diabéticos tipo II apresentam excesso de peso ou obesidade.
Sintomas:
Muitos nem sabem que apresentam quadro de diabetes. Quando os sintomas começam a aparecer, a pessoa sente mais sede, consome mais água, e conseqüentemente urina mais que o normal; sente mais fome, porque passa a sentir fraqueza, apresenta hálito com cheiro adocicado e pode apresentar perda inexplicável de peso, mesmo continuando a se alimentar normalmente. Há falta de disposição e cansaço excessivo. A doença pode ser confirmada se vários destes sinais se apresentarem ao mesmo tempo, mas um médico sempre deve ser consultado diante da suspeita. A confirmação se dá após a realização de exames que identificam a elevação da dosagem de glicose na corrente sangüínea.
Conseqüências
Se os níveis de glicose no sangue não forem devidamente controlados com medicamentos, ingestão intra-venosa de insulina e dieta alimentar, a pessoa pode vir a ter catarata; cegueira; enfarto do miocárdio; gangrena, devido a diminuição da circulação arterial no pé e na perna; amputação de membros, impotência sexual masculina; doenças pulmonares e circulatórias, insuficiência renal e hipertensão arterial.
O que fazer
O diabetes tipo II pode permanecer desapercebido por muito tempo, por isso exames sangüíneos periódicos devem ser realizados em pessoas adultas. Não tem cura e, uma vez diagnosticado, o diabetes deve ser tratado com acompanhamento médico, ingestão de insulina e dieta alimentar com controle rigoroso de consumo de açúcar. O açúcar não é o responsável pela ocorrência do diabetes, mas uma vez diagnosticada, seu consumo excessivo pode elevar os níveis de glicose no sangue e conseqüente agravamento da doença.
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