Transporte acessível para pessoas com deficiência
na zona Sul de São Paulo

Se depender da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Seped), muito em breve um trecho da zona Sul de São Paulo contará com transportes acessíveis para usuários com deficiência. Ao completar pouco mais de um ano de atividades, a Secretaria desenvolveu um projeto-piloto que deverá estender-se por 10 quilômetros do terminal Santa Cruz ao terminal Santo amaro.
Com atuação em parceria com vários outros órgãos governamentais, a secretária Mara Gabrilli vem driblando e superando a falta de recursos financeiros e, de quebra, a pouca experiência em administração pública. Entre as parcerias que vem desenvolvendo destacam-se a Secretaria Municipal dos Transportes, por meio da empresa SPTrans, com quem acaba de desenvolver o projeto-piloto, a Secretaria de Coordenação de Subprefeituras de São Paulo, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e a Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô.
No percurso previsto pelo projeto será criada uma rota que contará com uma frota de 14 ônibus com piso baixo, que permitem o embarque e desembarque, por meio das paradas já acessíveis. Nas imediações do trecho já foram iniciadas as obras de adequação das calçadas e a adaptação das guias rebaixadas. No seu entorno serão disponibilizadas dez vans acessíveis que levarão as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida dos arredores de todo o trecho até os dois terminais. Segundo levantamento da SPTrans, espera-se que, diariamente, em média, 1.000 pessoas com deficiência, utilizem este transporte. Mara Gabrilli destaca que após período de quatro meses de avaliação, o projeto poderá ser multiplicado para outras regiões da cidade de São Paulo. Ela espera implantá-lo ainda neste semestre.
A rota entre o bairro Vila Mariana, onde se encontra o terminal Santa Cruz, e Santo Amaro, não foi escolhida ao acaso. É nessa região que estão algumas das principais instituições que atendem as pessoas com deficiência, como a AACD, APAE, Divisão Medica de Reabilitação do Hospital das Clínicas, Dorina Nowill, Lar Escola São Francisco, entre outras. A secretária destaca que, além das instituições, é para essa região o maior número de pedidos para o serviço Atende.
Mara revela que o projeto custa R$ 8 milhões. Foi apresentado aos representantes de todas as secretarias envolvidas e das empresas da área de transporte e seu custo, segundo ela, deverá ser levantado o mais breve possível. "O valor correspondente a revitalização das calçadas já está sendo providenciado e as obras já estão acontecendo", afirma.
Segundo a secretária, esse projeto é um dos mais importantes da Seped, uma vez que sem meios de transporte, a pessoa com deficiência e mobilidade reduzida fica restrita a um pequeno espaço de circulação e sem ter como acessar hospitais, escolas, teatros, entre outros. Mara lembra que a Seped também ajudou a dar um importante passo para integração do transporte quanto interviu junto a Secretaria Municipal de Transportes, por meio da SPTrans, para que as inscrições do serviço Atende fossem reabertas em caráter permanente.
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