Futebol: um esporte para todos
O Comitê Paraolímpico Brasileiro
organizou em novembro do ano passado
a “Copa Brasil de Futebol de 5”,
campeonato importante que serve
para fortalecer o esporte no Brasil.
O Instituto de Cegos da Bahia (ICB)
levantou, pela segunda vez consecutiva,
o troféu de Campeão. Na final,
os baianos derrotaram a Acergs,
do Rio Grande do Sul por 3x0. Eleito
melhor do mundo em agosto, na Inglaterra,
Jefinho marcou duas vezes
e se igualou com o craque gaúcho
Ricardinho em número de gols. Cada
um balançou as redes 15 vezes durante
a competição. O goleiro Paulo
de Oliveira, da Unicep, foi eleito o
melhor da competição.
O esporte mais popular do Brasil
é o futebol. A arte de conduzir
a bola com os pés fascina o povo
brasileiro há várias décadas. O jogo
é capaz de atrair verdadeiras multidões
apaixonadas para os estádios.
As pessoas com deficiência
visual, no Brasil, demonstram esse
amor e praticam o esporte de uma
maneira adaptada pelo jogo que é
chamado de Goalball ou futebol de
cegos.
O futebol de cegos é uma
adaptação do futsal. No caso, a diferença
é que todos os jogadores de
linha tem algum tipo de deficiência
visual. Para que não haja favorecimento
para nenhum jogador que
tenha um grau de cegueira menor,
todos os jogadores utilizam vendas
nos olhos, com exceção do goleiro
que pode ter a visão completa
e tem função, junto do técnico, de
orientar os seus companheiros de
equipe.
Ao observar o jogo, o lance
mais comum é a condução da bola
por um único jogador até próximo
ao gol adversário para que então
esse mesmo atleta arrisque um
chute. Os passes e as tentativas de
roubada de bola também são permitidas.
No entanto, existe uma regra.
Quando o jogador for tentar roubar
a bola ou participar da jogada ele
tem de gritar algo como “eu vou”,
para que se evitem choques e lesões.
Caso não seja feita essa advertência
o jogador que cometer a
infração pode ser punido.
infração pode ser punido.
Outro detalhe do futebol de
cegos é que a torcida deve sempre
ficar em silêncio. As pessoas com
deficiência visual que participam
da partida utilizam a audição para
se situar em campo e conseguir desempenhar
suas atividades. Se houver
ruídos fora do campo, é provável
que o jogador não consiga ouvir
o guizo que fica dentro da bola e
assim, impossibilitaria o desenvolvimento
da jogada.
Além disso, os jogadores
em campo estão sempre em sintonia
com o seu goleiro, com o técnico
e um “chamador” que fica atrás
do gol, e dão instruções e os orientam
para qual lado se virar, passar
ou chutar a bola.
Existem duas áreas, a maior tem
as medidas normais do futsal e a
menor, com 2 metros para frente do
gol e 1 metro para cada lado das
traves, delimita a área de atuação
do goleiro. Se ele tocar na bola fora
dessa área, o time é punido com tiro
livre direto (pênalti). As laterais da
quadra têm muretas (bandas) de
1,20 metros para delimitar o espaço
de jogo. Dessa forma só há cobrança
de lateral quando o chute passa
por cima da mureta (banda).