Grupo 25 promove reflexão sobre inclusão educacional
Insatisfeito com as oportunidades que o mundo oferecia para seus filhos, um grupo de 25 pessoas uniu-se informalmente, em 1997, a fim de garantir a participação ativa das pessoas com deficiência no exercício da cidadania. Nasceu o Grupo 25, oficializado em 2000. São pais, mães, familiares, voluntários, profissionais da área da Educação e parceiros que há dez anos disseminam a diversidade por meio da formação, informação e sensibilização em eventos e encontros sistemáticos.
Segundo seus fundadores, a entidade visa garantir os direitos das pessoas com deficiência na construção da sociedade para todos, com base na Convenção Interamericana para Eliminação de todas as Formas de Discriminação. O trabalho é desenvolvido por meio de cursos, encontros e outros eventos que reúnem pessoas interessadas na área da educação inclusiva.
Mantém projetos por meio de doações e parcerias. Um deles é o “Projeto Escola para a Diversidade - Movimento Contínuo da Teoria à Prática”. Baseado em discussões, reflexões e trocas de experiências sobre ensino de qualidade para todos, busca viabilizar a entrada e a permanência do aluno com deficiência no ensino regular. “Diversos depoimentos relatam as mudanças dos professores nas suas práticas de sala de aula e o repensar de suas posturas”, destaca a coordenadora Antonia Almeida. Realizado de 2002 a 2004, o curso com duração de 7 meses, formou 41 professores de escolas públicas e privadas. Em decorrência destes cursos, surgiu, desde então, o Grupo de Estudos, composto por dez professores interessados em dar continuidade aos estudos. “O espaço é reservado para o crescimento pessoal e coletivo e conta com a participação de profissionais compromissados com a educação de qualidade, objetivando o acesso e a permanência responsável de pessoas com deficiência no ensino regular”, explica a coordenadora.
Outro projeto é o “Escola para a diversidade – Ação na comunidade escolar na construção da escola para todos”. Iniciou em 2005 na Escola Estadual de Ensino Fundamental I Prof. Theodomiro Emerique, com aproximadamente 850 alunos.
Também o Grupo 25, no decorrer desses dez anos, já realizou vários eventos de grande porte com o objetivo de disponibilizar informações, reflexões, formações e ações, voltado para profissionais da educação, saúde, direito e áreas afins, organizações governamentais e não governamentais, pais e todas as pessoas preocupadas com a qualidade da educação.
Periodicamente, são realizadas, ainda, palestras e consultorias que visam difundir a diversidade humana e a inclusão social. Duas outras ações acontecem para que a instituição cumpra sua missão: o “Encontro da Gente”, em que famílias dialogam e trocam experiências; e o “Bem-vindo ao Mundo”, cujo objetivo é levar orientação às famílias, em maternidades, sobre seus bebês com deficiência, prematuros ou de alto risco. Além de sensibilizar toda a equipe hospitalar da maternidade, busca-se ainda que as pessoas envolvidas tornem-se multiplicadoras do conceito e da prática da sociedade para todos.
“Acreditamos em uma sociedade inclusiva, uma sociedade para todos que valoriza a diversidade humana e respeita as diferenças individuais em suas mais variadas formas de manifestação”, declara Antonia. “No Grupo 25 aprende-se a importância de pertencer, conviver e construir um mundo melhor, onde cada cidadão exerce o direito de contribuir, dignamente, com o seu melhor talento para o bem comum. Na sociedade inclusiva, somos responsáveis pela qualidade de vida do nosso semelhante, por mais diferente que ele seja ou nos parece ser”, completa.
Atualmente, o Grupo 25 procura se destacar na mobilização de famílias, organizações e instituições para garantir a participação de pessoas com deficiência na sociedade, por meio de subsídios teóricos e práticos para que a educação possa atuar decisivamente no processo de construção de cidadania e expansão dos valores humanos.
Para o Grupo, a inclusão tem que ser entendida como um direito, e não como uma idéia. “A Legislação Brasileira quanto a este tema é ampla e clara, porém é a interpretação e a evolução de nossa sociedade que certamente poderá compreendê-la e colocá-la em prática. O direito ao ensino fundamental (06 a 14 anos) é obrigatório, sem discriminações, independente dos tratamentos diferenciados e certamente necessários”, destaca. Para o Grupo 25, as questões externas ao aluno acabam se tornando entraves para a sociedade inclusiva. “Dificuldades como professores despreparados, classes numerosas, falta de acessibilidade, baixa remuneração e a não formação continuada são questões externas ao aluno com deficiência, mas que com certeza agravam a sua entrada na rede regular escolar”, afirma.
Segundo os conceitos da entidade, freqüentar o ensino fundamental e garantir a convivência e o aprendizado com seus pares de mesma idade cronológica é fazer parte da memória afetiva e garantir a sua integridade como cidadão.

SERVIÇO
Grupo 25
Rua Pintassilgo, 463 – Moema
Cep 04514-032 – São Paulo.
Telefone/Fax: 11 – 5093-0946
E-mail: grupo25@grupo25.org.br
Site:Grupo25

 

 

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