SPTrans oferece mais ônibus adaptados e acessíveis

Hoje são 2.000 e até 2008 chegarão a 5.000.

São Paulo possui 15 mil veículos de transporte coletivo em circulação. São ônibus e microônibus que atendem a cerca de 240 milhões de viagens por mês. Entre eles, cerca de 2000 veículos são acessíveis para receber usuários em cadeira de rodas. De acordo com a Coordenadoria de Planejamento e Engenharia da SPTrans, em janeiro de 2005, a cidade contava com apenas 302 veículos adaptados e em agosto de 2007, esse número é de 2.084. Só no ano de 2007, foram 869 novos veículos no sistema. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, até 2008, São Paulo terá uma frota de 5.110 unidades acessíveis.
Para a Coordenadoria, esse aumento da frota significará maior disponibilidade de veículos acessíveis para as pessoas com mobilidade reduzida. Apesar disso, a utilização desses veículos ainda é muito baixa, pois a cidade não está preparada para atender de forma satisfatória essas pessoas. Ela afirma que não basta ter os veículos adaptados se a pessoa não consegue se deslocar até onde passa o ônibus, e é preciso, também, que os prédios estejam adaptados para recebê-la. A frota acessível atende a cidade inteira, pois está distribuída em praticamente todas as linhas do município. Mas o atendimento pleno às pessoas com deficiência se dará quando todos os veículos em operação forem adaptados.
Ainda, segundo a coordenação da SPTrans, as novas especificações veiculares consideram o tipo “Piso Baixo” para a frota. Nesses ônibus existe uma rampa basculante alojada no piso interno do ônibus que, associada a um sistema de movimentação vertical da suspensão, possibilita o embarque praticamente sem qualquer dificuldade.
Para os veículos destinados à operação em regiões periféricas, será admitido o veículo de piso alto equipado com plataforma elevatória veicular. Nesses veículos, deve ocorrer o embarque de pessoa em pé pela plataforma elevatória e não somente, pessoas com deficiência em cadeira de rodas.
Os ônibus de Piso Baixo possibilitam o embarque com conforto de todos os usuários, principalmente os que possuem mobilidade reduzida, como idosos, gestantes, obesos e pessoas com deficiência.
Os novos veículos acessíveis devem ser dotados das seguintes características: de piso baixo; veículo de piso alto, porém com embarque realizado em nível por plataformas elevadas; veículo de piso alto, equipado com plataforma elevatória. A escolha pelo tipo de veículo acessível é considerada uma prerrogativa do Poder Concedente de Transporte. E, no caso da SPTrans, a definição do conceito “Piso Baixo” para os novos ônibus está alinhado com a normatização técnica e a legislação sobre acessibilidade.
Para Marli dos Santos, do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, a nova frota atende adequadamente as necessidades de uma pessoa com deficiência. Usuária de cadeira de rodas, ela afirma já ter utilizado os ônibus novos em algumas ocasiões e verificado uma melhoria no espaço interno e também na segurança.
No entanto, alguns problemas persistem. “É preciso investir no treinamento de motoristas e de cobradores. Muitos se recusam a nos ajudar a colocar o cinto de segurança, por exemplo”, conta. Para Marli, outro problema é que os veículos atendem apenas as regiões centrais da cidade, o que dificulta o deslocamento de pessoas que moram na periferia ou bairros distantes.

Fonte: Coordenadoria de
Comunicação - SPTrans
Tel.: (11) 3120-9902

 

 

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