Pessoa com deficiência lidera ranking de preconceito

Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar apresenta a pessoa com deficiência como maior alvo de preconceito em escolas. Foi realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 501 escolas públicas do país, nas quais foram entrevistadas 18.500 pessoas, entre alunos, pais, diretores, professores e funcionários. Das pessoas ouvidas para o levantamento, 99,3% declararam ter algum tipo de preconceito. O tipo de preconceito mais freqüente na comunidade escolar é contra pessoas com deficiência intelectual ou física (96,5% dos entrevistados). Em seguida vêm os preconceitos étnico-racial (94,2%) e de gênero (93,5%).

O estudo teve como objetivo prover informações importantes para a elaboração de políticas e estratégias para promover a diversidade e criar, ao mesmo tempo, um ponto de partida para o aprofundamento dos estudos sobre preconceito e discriminação.

Os critérios avaliados pela pesquisa envolveram a análise de preconceitos de origem étnico-racial, socioeconômico, de gênero, territorial, de orientação sexual e relacionados à presença de deficiência. Os grupos foram divididos em negros, pobres, índios, ciganos, homossexuais, moradores de periferia, favelas e áreas rurais, pessoas com deficiência física ou intelectual, idosos e mulheres. A pesquisa mostra que o preconceito e a discriminação estão presentes no ambiente escolar e podem estar associados a diferenças no ensino e no desempenho dos alunos.

METODOLOGIA

pesquisa foi realizada com a utilização de questões respondidas por autopreenchimento, sob coordenação de um pesquisador qualificado. Foram apresentadas frases, às quais os entrevistados atribuíram os valores “discordo muito”, “discordo pouco”, “concordo pouco” e “concordo muito”. A pesquisa foi dividida em seis blocos de perguntas: Questões sobre exposição à mídia por parte dos respondentes; questões sobre hábitos de lazer; questões sobre escala de distância social; questões sobre crenças e atitudes; questões sobre o conhecimento de práticas discriminatórias; e questões sócio-demográficas.

Nas escolas, foram entrevistados o diretor ou coordenador de ensino, uma turma de alunos, dois professores (de português e matemática) que lecionam para a turma escolhida, dois funcionários e dois pais de alunos.

Os resultados da pesquisa ainda estão sendo analisados pelo Ministério da Educação (MEC) para elaborar políticas educacionais que combatam o preconceito no ambiente escolar.

Voltar - Topo