Metrô de São Paulo implanta novas medidas de acessibilidade
O Plano de Expansão São Paulo,
que prevê a construção de novas estações
do metrô, ampliação das linhas
e aumento no número de trens,
também estabelece a implementação,
até dezembro 2010, de diversas
medidas para facilitar a acessibilidade
na rede, afim de proporcionar
mais conforto, segurança e autonomia
a usuários com deficiência ou
com mobilidade reduzida.
Entre as adaptações previstas estão
a instalação de pisos táteis que
conduzem o usuário com deficiência
visual, que fazem uso de bengala,
da entrada da estação até a porta
do vagão, garantindo autonomia no
interior das estações. O piso tátil é
utilizado por cegos para se orientar,
por meio da bengala. O piso é composto
de pontos e traços em relevo
que indicam direção ou obstáculo.
O piso tátil com traços, chamado
direcional, orienta o deslocamento
e a direção a seguir para pessoas
com deficiência. Já o piso com
pontos, chamado de piso de alerta,
serve para avisar as pessoas sobre
mudanças na direção, desníveis ou
obstáculos.
SINALIZAÇÃO
Uma faixa branca ao longo da
borda das plataformas e a sinalização
visual de alerta na lateral dos
degraus das escadas fixas vão completar
o sistema de sinalização no
chão e facilitar o deslocamento de
idosos e pessoas com deficiência visual.
O metrô vai instalar ainda 25 elevadores
e 32 plataformas elevatórias
em estações mais antigas, a fim de
ajudar pessoas com deficiência física
ou visual. Novas escadas rolantes
serão instaladas e as existentes
receberão sinalização de alerta para
destacar o limite entre a parte móvel
e a fixa para pessoas com baixa
visão. O Plano de Expansão prevê
ainda a instalação de informações
táteis para orientar deficientes visuais
sobre a utilização das plataformas
de elevação e dos elevadores
instalados nas estações.
Ainda para as pessoas com deficiência
visual, será criado um sistema
de comunicação com os usuários,
pelo meio do qual os passageiros
podem, a qualquer momento, solicitar
auxílio ou informações nas áreas
interna e externa da estação. O Metrô
irá também mudar o sistema de
coleta de água da chuva para oferecer
mais conforto às pessoas com
deficiência. As grelhas de captação
de água pluvial e de resíduos da limpeza
serão substituídas por outras
mais estreitas. O objetivo é evitar a
queda de cadeirantes e de pessoas
com deficiência física e impedir que
a bengala de rastreamento utilizada
pelas pessoas com deficiência visual
enrosque na grelha.
De acordo com Conrado Grava
de Souza, diretor de operações do
Metrô, também é realizado de forma
contínua “o treinamento de capacitação
e reciclagem para a condução
de pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida de todos os empregados
da operação”.
OUTRAS INICIATIVAS NO METRÔ
Para melhorar a acessibilidade, o
Metrô ainda prevê: acessos sinalizados
e livres de barreiras, calçadas rebaixadas
junto às faixas de travessia
no entorno das estações e nos terminais
urbanos, sanitários públicos
e operacionais acessíveis, sistema
de monitoramento para acompanhar
o deslocamento dos usuários durante
a viagem, requalificação de dois
mil empregados para atendimento e
auxílio ao usuário, além da adequação
dos edifícios administrativos,
tornando-os acessíveis e possibilitando
a contratação de funcionários
com deficiência.
Em junho a estação Santa Cecília,
localizada na Linha 3-Vermelha,
recebeu um mapa tátil, com reprodução
em alto relevo e em braile das
ruas e pontos de referência próximos
à estação, a fim de atender aos
usuários com deficiência visual. Para
quem tem visão reduzida, o contraste
de cores (azul, preto e branco)
permite a compreensão das informações.
Ainda não há um cronograma
de implantação dos mapas em todas
as estações, pois a experiência em
Santa Cecília serve de testes para
aperfeiçoar a ferramenta.
O Metrô também instalou 49
telefones públicos acessíveis para
pessoas com deficiência auditiva e
outros 49 em altura acessível para
pessoas em cadeiras de rodas, garantindo
acessibilidade aos usuários
que precisam utilizar o telefone em
qualquer estação do sistema metroviário.
Os aparelhos telefônicos
para surdos têm uma tecnologia
particular de operação: para o seu
funcionamento é necessário que um
teclado esteja acoplado a um telefone
padrão para completar as ligações.
O telefone especial permite
que as pessoas surdas transmitam
e recebam informações por meio de
mensagens de texto, que são digitadas
em um teclado alfanumérico e
visualizadas em uma tela. A transferência
de dados acontece em tempo
real, semelhante ao que ocorre com
e-mails.
Até meados de setembro, a companhia
havia colocado em circulação
cinco trens novos na Linha 2-Verde.
Para garantir acessibilidade nas novas
composições, as portas foram
aumentadas de 1,3 para 1,6 metros,
o que facilita o fluxo de embarque e
desembarque. Para as pessoas com
deficiência auditiva, há um sistema
de sinais luminosos por meio de leds
(luzes coloridas) que indica a localização
do trem e qual será a próxima
parada. No primeiro vagão, onde
acontece o embarque preferencial,
há comunicação em braile no pegamão
para pessoas com deficiência
visual. Segundo Conrado Grava de
Souza, “um dos objetivos do Plano
de Expansão é melhorar a qualidade
de vida das pessoas”.
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