Multa Moral por estacionar em vagas reservadas

Desde janeiro de 2010, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), começou a distribuir talões de “Multa Moral” para pessoas que estacionam os veículos nas vagas reservadas a pessoas com deficiência.

A iniciativa faz parte do acordo firmado entre a Prefeitura de São Paulo, o Ministério Público Estadual e diversos shopping centers da Capital que assinaram, em setembro deste ano, Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se a fiscalizar o uso das vagas de estacionamento reservadas a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

A Prefeitura do município lançou a Multa Moral com o objetivo de sensibilizar e orientar a população, como complemento às ações de fiscalização e autuação de estabelecimentos que não estiverem de acordo com as normas de acessibilidade e a legislação vigente. Como ação complementar na conscientização, a prefeitura realizou encontros para sensibilização de funcionários dos estabelecimentos signatários do TAC.

Multa Moral

A Multa Moral tem como objetivo alertar os motoristas que utilizarem indevidamente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas com deficiência nos shopping centers, hipermercados e demais estabelecimentos comerciais. A Multa também serve para lembrar a pessoa que estacionou nas vagas reservadas que utilizar a vaga por “apenas 5 minutinhos” pode acarretar diversos transtornos a quem realmente tem direito de utilizála

A prefeitura produziu 360 mil folhas de Multa Moral, distribuídas em talões que se encontram para distribuição em Shopping Centers e nas 31 subprefeituras da capital.

Ações

O Shopping Butantã, que assinou o TAC, promoveu em março de 2010 uma campanha que pedia respeito à sinalização das vagas reservadas. “É lamentável que o número de pessoas conscientes ainda seja pequeno. Esperamos que as medidas do TAC sensibilizem a população”, diz o superintendente, Julio Cesar Alloe.

O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva, afirma que muitos shoppings já tinham vagas demarcadas muito antes de firmarem compromisso com o MP por meio de TAC. “O problema é que muita gente falta com a cidadania e acaba ocupando as vagas reservadas para os deficientes”. O TAC estabelece que 50% das vagas exclusivas para pessoas com deficiência sejam cercadas e que funcionários estejam disponíveis para prestar informações e liberar os lugares.

Responsável pela elaboração do termo, o promotor Júlio Cesar Botelho, do Setor de Pessoas com Deficiência da Promotoria de Direitos Humanos do MPE, acredita que as medidas serão acatadas. “Os shoppings que aderiram ao TAC estão se adequando, até porque as pessoas com deficiência representam um nicho de consumidores importante para eles”.

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