AME
e Metrô assinam contrato: mais oportunidade de emprego
para pessoas com deficiência
A AME acaba de firmar acordo com a Companhia do Metropolitano
de São Paulo – Metrô e está presente
em mais dois outros serviços: telefonia e copa. Atendendo
convite do Metrô, em caráter emergencial, a AME
assumiu os serviços, pelos próximos meses, e empregou
20 telefonistas com deficiência e que estão sendo
beneficiadas pela inserção profissional, uma das
propostas da AME para o alcance da cidadania e inclusão
social.
Neste novo contrato, as pessoas que atuam na telefonia estão
sob as mesmas condições dos empregados anteriores.
Os serviços estão presentes em seis localidades:
Pátios Jabaquara, Itaquera e Capão Redondo e as
unidades administrativas CCO, Cidade II e Metrô I. No
CCO, os serviços de telefonia funcionam 24 horas e os
empregados da AME revezam-se em turnos.
CIDADANIA
Nos
últimos 15 anos, a AME vem se empenhando em sua missão
de proteção dos direitos, promoção
da assistência e emancipação das pessoas
com deficiência, desenvolvendo e apoiando ações
que favoreçam a construção de um ambiente
social inclusivo. Muitas pessoas com deficiência ficam
fora do mercado de trabalho, por falta de oportunidade e deixam
de exercer plenamente sua cidadania. A AME trabalha sistematicamente
para a inclusão social das pessoas com deficiência.
Este novo acordo vem somar-se a outros serviços prestados
para a Companhia do Metrô e nos quais atuam dezenas de
pessoas com deficiência.
Muitos dos recém-contratados estão tendo a primeira
oportunidade de emprego. É o caso de Adriana Aparecida
de Oliveira, 25 anos, que possui visão sub-normal, ou
seja, é cega de um olho tem 20% de visão na outra.
Embora tenha concluído o Ensino Médio, estava
desde 2001 à procura de emprego, sem sucesso. Atribui
à sua deficiência a falta de oportunidade, pois,
além da formação acadêmica, fez vários
outros cursos complementares na área da Informática
e atendimento ao público.
PRECONCEITO
Com
um jeito manso de falar e sorriso de menina, Adriana conta que
sentia o preconceito pairando no ar, no momento em que participava
de entrevistas para emprego. “Percebia um atendimento
diferenciado, atencioso, a quem não tinha deficiência,
mas quando chegava a minha vez, o quadro mudava, sentia uma
pontinha de hostilidade seguida de desculpas pela vaga anunciada,
“mas já preenchida”.
Foi contratada pela AME e está atuando como telefonista
no edifício Cidade II do Metrô. “Quando o
pessoal da AME me entrevistou e fiquei sabendo que havia sido
aprovada quase chorei de tão emocionada”, conta.
Ela acrescenta que está ciente tratar-se de um contrato
temporário entre a AME e o Metrô, mas afirma estar
feliz pela experiência, pela oportunidade.
E a oportunidade é justamente o aspecto ressaltado pelo
gerente Arnaldo Pinto Coelho, da Gerência de Serviços
e Infraestrutura (GSI), do Metrô. “É uma
importante oportunidade de trabalho que o Metrô está
oferecendo a pessoas com deficiência”, destaca.
O gerente lembra que, recentemente, a Companhia passou por reestruturação
organizacional, com mudanças de prédios, alterações
de números de telefones e postos de trabalho, ocasionando
a necessidade de capacitação dos novos empregados.
Concedeu à AME a tarefa de reorganizar a telefonia e
acredita que terá suas expectativas atendidas, uma vez
que está a cargo da AME outros serviços como a
Microfilmagem do Metrô, realizada por pessoas com deficiência
contratadas pela entidade.
NOVOS
CAMINHOS
Arnaldo
Coelho ressalta ser de suma importância este novo trabalho,
uma vez que os telefonistas interagem com todos os setores do
Metrô. Destaca, ainda, que sendo o serviço realizado
por pessoas com deficiência haverá um empenho redobrado
na execução dos serviços. “Muitos
deles não tiveram oportunidade anterior e se desdobram
para mostrar que são capazes. Os resultados têm
sido muito positivos”, afirma.
Sobre o novo contrato entre o Metrô e a AME, o presidente
do Metrô, Luiz Carlos David, destaca que o pronto atendimento
e disposição da AME em assumir os novos serviços
resultaram nas oportunidades para as pessoas com deficiência.
"São novos caminhos e novas perspectivas para essas
pessoas", observa.