Programa
“Pro-Pólos” beneficia usuários de
ônibus metropolitanos
Quando se trata de transporte público, mais especificamente
de ônibus, não raro a expectativa é de que
um dia, tanto os urbanos quanto os metropolitanos, possam atender
a todos, com, inclusive, paradas e terminais acessíveis.
Essa é também a expectativa da Empresa Metropolitana
dos Transportes Urbanos (EMTU), que está implementando
o programa Pro-Pólos – Programa de Revitalização
dos Pólos de Articulação Metropolitana.
Tem o objetivo de melhorar a acessibilidade e conforto dos usuários
do sistema de transporte coletivo das regiões metropolitanas
de São Paulo (São Paulo, Baixada Santista e Campinas).
Visa reorganizar e revitalizar os núcleos urbanos que
se formaram naturalmente em torno dos pontos de embarque e desembarque
do sistema de transporte coletivo metropolitano.
As intervenções, de modo geral, envolvem a implantação
de estações com rampas de acesso e corrimãos,
favorecendo o deslocamento de pessoas com dificuldade de locomoção,
piso tátil para pessoas com deficiência visual,
plataformas elevadas para facilitar o embarque e desembarque
dos passageiros, cobertura, bancos fixos e lixeiras para maior
conforto dos usuários, além de tratamento paisagístico
no entorno do pólo metropolitano, recapeamento asfáltico,
faixas de travessia e comunicação visual.
OBRAS
Já há obras nos municípios de Arujá,
Caieiras, Cajamar e Santa Isabel. Na Região Metropolitana
de Campinas, as intervenções iniciaram no município
de Santa Bárbara D´Oeste.
Segundo o presidente da EMTU, Joaquim Lopes, foram realizados
estudos de viabilidade técnica nos locais (núcleos
urbanos) onde há concentração de atividades
econômicas, sociais, de serviços públicos
e movimentação de usuários do transporte
metropolitano. A EMTU está desenvolvendo, ainda, estudos
do projeto executivo para mais cinco municípios das três
regiões metropolitanas: Cubatão e São Vicente
(Baixada Santista); Suzano (SP), e Monte Mor e Vinhedo (Campinas).
Até o momento estão sendo adaptados 250 locais,
dos quais 150 na Região Metropolitana de São Paulo,
50, em Campinas e 50 na Baixada. A previsão é
que até dezembro de 2006 sejam adaptadas 1.000 estações,
segundo Lopes. Ele lembra que a EMTU gerencia o transporte metropolitano
de 67 municípios, transportando cerca de 1,5 milhão
de pessoas por dia útil. No programa Pro-Pólos,
serão investidos R$ 2,3 milhões. Com a liberação
de recursos pelo governo do Estado, a EMTU está providenciando
a licitação para a contratação das
empresas para a realização das obras.
PERFIL
O presidente da EMTU destaca que, pela primeira vez, a empresa
desenvolveu um trabalho de levantamento de dados denominado
Índice de Qualidade do Transporte (IQT), composto por
5 indicadores: frota, operação, satisfação
do cliente, econômico-financeiro e responsabilidade. Foram
realizadas cerca de 23 mil pesquisas ao longo de 2004. Esse
levantamento propiciou conhecer o perfil do usuário do
sistema. Foi possível saber, por exemplo, que 60% estão
na faixa-etária de 22 a 40 anos; 65% possui segundo grau
completo ou superior incompleto e, quanto a renda familiar,
37% encontram-se na faixa salarial percebida entre R$ 500,00
e R$ 1.500,00. Foi possível saber, ainda, que 74% utilizam
o sistema em 3 ou mais dias na semana e viajam sentados 39%
dos usuários. Segundo Lopes, as viagens em pé
se devem a brevidade dos percursos. Importante lembrar que o
levantamento faz referência a viagens de âmbito
metropolitano, ou seja, entre municípios em região
metropolitana.
USUÁRIOS
COM DEFICIÊNCIA
Os usuários com deficiência têm direito a
isenção tarifária a partir de documento
emitido pela empresa. O levantamento realizado pela empresa
apontou que há 104 mil pessoas com deficiência
utilizando o sistema, as quais, somadas a seus acompanhantes
totalizam cerca de 150 mil, que utilizam gratuitamente o sistema,
realizando cerca de 3 viagens por semana e, em média,
24 viagens mensais.
Uma ação da EMTU, voltada para a cidadania e emancipação
do usuário com deficiência poderá trazer
resultados bastante positivos. Aos mais de 100 mil usuários
com deficiência utilizam o sistema gratuitamente, a empresa
decidiu empenhar esforços para incentivar sua inserção
no mercado de trabalho, ampliando seu crescimento pessoal e
participação na sociedade.
“Estamos reestruturando o sistema e vamos investir em
capacitação e qualificação do usuário
com deficiência. Com o usuário empregado, todos
ganham, principalmente ele”, destaca Joaquim Lopes.