UNIDADE DE TRABALHO DA AME:
NO CAMINHO PARA A INCLUSÃO SOCIAL

No início de suas atividades, em 1990, uma das prioridades da AME era a criação de um centro de diagnóstico e reabilitação. Nasceu, no início da década passada, o Centro de Desenvolvimento Humano, unidade clínica que presta milhares de atendimentos ao longo do ano. Na expansão natural de suas atividades, a AME encara a colocação profissional como uma ação imprescindível para a inclusão social das pessoas com deficiência. Nasce, então, a Unidade de Trabalho da AME, voltada para a inserção profissional de pessoas com deficiência e o atendimento a empresas no preenchimento de vagas. Ou seja, a AME, através do desenvolvimento, capacitação e colocação profissional amplia a emprega-bi-lidade do portador de deficiência e, por outro lado, assessora empresas na elaboração e implantação de um plano de contratação.
Na verdade, as atividades de colocação profissional iniciaram há algum tempo, pois a AME administra serviços terceiri-zados e vem apoiando empresas na contratação de pessoas portadoras de deficiência. Para expandir essa ação, estru-turou uma Unidade de Trabalho em três áreas distintas: Colocação profissional e Assessoria a Empresas, Desenvolvimento e Capacitação Profissional e Administração de Serviços Terceirizados.
No processo de colocação profissional e apoio a empresas, a AME oferece vários serviços: assessoria na elaboração do projeto de inclusão de portadores de deficiência, análises das funções e do posto de trabalho para identificação do perfil do candidato, avaliação das condições de acessibilidade do ambiente, sensibilização, recrutamento, seleção e acompanhamento.
Para coordenar a Unidade, a AME contratou uma profissional especializada em Recursos Humanos, Adriana Lopes Fernandez, com vários anos de atuação no meio empresarial. "Em geral, quando se trata de colocação profissional de pessoas portadoras de deficiência, os agentes do mercado se apresentam de duas maneiras: ou estão exclusivamente preocupados com o atendimento ao cliente empresarial, ou voltados apenas para as necessidades dos candidatos. A preocupação da AME é com os dois lados, busca atender ambos, respeitando as necessidades de cada um", destaca.
E, considerando-se que o processo de inclusão social é relativamente recente, é natural que a contratação da pessoa portadora de deficiência suscite muitas dúvidas nas empresas que não estão ainda suficientemente preparadas para incorporar estes novos colaboradores. Do mesmo modo, as pessoas com deficiência, muitas vezes, enfrentam dificuldades para ingresso no mercado de trabalho, pois têm encontrado, ao longo de sua trajetória, inúmeros obstáculos para obter acesso a bens como educação, transporte, lazer, etc. Há, portanto, um papel que cabe às instituições especializadas, como a AME, de apoio e facilitação do processo de inclusão profissional, visando enriquecer e diversificar as experiências pessoais e profissionais no ambiente de trabalho.


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