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Estatuto: o respaldo para a cidadania e a inclusão
Está
em franca discussão a elaboração do Estatuto
da Pessoa com Deficiência. Em Brasília, na I Conferência
da Pessoa com Deficiência, em maio deste ano, foi um dos temas
que mereceu destaque, contando, inclusive com a participação
do próprio autor, senador Flávio Arns. Em tempos de
eleição, não convém que citemos nomes
ou destaquemos atuações políticas, para nosso
discurso não ser confundido com “panfletário”
ou “partidário”, mas o Estatuto, ora referido,
embora seja hoje um instrumento político, pode ser um importante
subsídio legal para que seja assegurada a cidadania das pessoas
com deficiência.
Por abranger praticamente todas as áreas, o Estatuto da Pessoa
com Deficiência representará um instrumento legal de
defesa dos direitos de quem se sinta discriminado, preterido, relegado
em função de sua deficiência. Educação,
família, saúde, trabalho, lazer, transporte, acessibilidade
ambiental e atitudinal estão presentes no Estatuto para que
finalmente as pessoas com deficiência sejam respeitadas em
seu direito de ir, vir e existir.
Bastaria a Constituição Federal para garantir o direito
de cada brasileiro, independente de sua condição física,
sensorial ou mental, mas se contássemos já com uma
sociedade inclusiva, todos seríamos respeitados. Porém,
se a quem não possui deficiência são duvidosas
as ofertas de educação adequada, atendimento à
saúde com dignidade, acesso e atendimento em locais públicos
com tranqüilidade e respeito, é ainda mais improvável
que as pessoas com deficiência sejam respeitadas sem a imposição
legal de um instrumento jurídico.
Embora haja uma quantidade significativa de leis dispersas e fragmentadas
que nos atendam, sabemos que nem mesmo os próprios profissionais
da área de Direito têm conhecimento ou lembrança
de todas, quanto mais que as façam cumprirem-se. O Estatuto
da Pessoa com Deficiência surge, muito oportunamente, justamente
para cobrir essa lacuna: reunir em um só documento jurídico
as necessidades e direitos das pessoas com deficiência, a
exemplo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do
Estatuto do Idoso. E porque está em elaboração,
está aberto à participação da população.
E esse é um aspecto muito importante.
CEDIPOD - Centro
de Documentação e Informação da Pessoa
com Deficiência - www.cedipod.org.br
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