Estados Unidos aderem à Convenção da ONU
sobre pessoas com deficiência
No dia 26 de julho de 2009, os Estados
Unidos assinaram a Convenção da ONU sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiência, que
tem como objetivo garantir os mesmos direitos
para as cerca de 650 milhões de pessoas
com deficiência do mundo. Nos anos
anteriores da administração de George W.
Bush a assinatura da Convenção havia sido
rejeitada.
O ato foi realizado no aniversário de 19
anos da ADA (Lei dos Americanos com Deficiências,
que estabelece diversos direitos a
pessoas com deficiência). O Presidente americano
Barack Obama instruiu a Embaixadora
dos EUA junto à ONU, Susan Rice, a assinar
o documento. O tratado precisa ainda ser
ratificado pelo Senado americano.
Antes da assinatura da Convenção, o
presidente americano fez um discurso, no
qual afirmou que “apesar das conquistas
[das pessoas com deficiência no país] ainda
há muito trabalho a ser feito. As pessoas
com deficiência frequentemente não podem
escolher onde querem viver; a taxa de desemprego
desse público é muito maior do
que entre as pessoas sem deficiência”
“Minha administração não irá parar com
essas conquistas e nós continuaremos a nos
focar em melhorar as vidas das pessoas com
deficiência. Eu encorajo (...) comunidades
em todo o país a cultivar um ambiente em
que os 54 milhões de americanos com deficiência
sejam valorizados e respeitados”,
completou Obama.
Durante o evento, Valerie Jarrett, consultora
de Obama, disse que a assinatura
dos EUA é “um passo histórico na promoção
do nosso compromisso global com os
direitos humanos fundamentais para todas
as pessoas com deficiências”. Ela também
anunciou a criação de um cargo de primeiro
escalão no Departamento de Estado para
desenvolver uma estratégia para a promoção
dos direitos das pessoas com deficiência no
mundo todo.
No mundo todo, outros 141 países já
assinaram a Convenção, “na busca por um
mundo mais justo”, segundo Susan Rice.
Destes, 61 ratificaram o documento, entre
eles o Brasil.
NO BRASIL
Em 9 de julho de 2008, o senado brasileiro
ratificou a Convenção da ONU e seu
protocolo facultativo, o que garantiu ao
documento status de emenda à Constituição.
Em 25 de agosto de 2009, o Decreto
6.949/09 da presidência da República promulgou
a Convenção e seu protocolo facultativo,
garantindo que “serão executados e
cumpridos tão inteiramente como neles se
contém”.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas
com Deficiência é qualificada pela Organização
das Nações Unidas como o primeiro
tratado de direitos humanos do século
XXI. A convenção conclama os países signatários
a promoverem a inclusão social das
pessoas com deficiência, inclusive por meio
de programas de empregabilidade e ações
afirmativas. O pacto estipula que as pessoas
com deficiência não podem ser excluídas da
educação regular, e estabelece como dever
dos governos garantir o acesso a meios de
transporte, escolas, moradias, hospitais e
locais de trabalho.
A Convenção aborda as questões relativas
as pessoas com deficiência como sociais
e não médicas, atribuindo as restrições à
falta de oportunidades e de acessibilidade.
Além disso, retira o caráter assistencialista
do atendimento e trata a deficiência como
um atributo da pessoa, como ser alto ou
baixo, gordo ou magro, sendo apenas mais
um traço que compõe a diversidade humana.
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