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Hiperatividade
atinge 4% das crianças brasileiras
Estima-se
que 4% das crianças brasileiras em idade escolar desenvolvam essa
disfunção, na proporção de quatro meninos para uma menina.
Filhos inquietos, pais desesperados. É assim que se sentem pais
de crianças hiperativas, uma disfunção neuroquímica, que acomete
principalmente os meninos, e leva muita gente a pensar que o problema
seria facilmente corrigido com "boas palmadas". O hiperativo é o
tipo de criança que passa a maior parte do tempo correndo, pulando,
se jogando no chão, fazendo escândalo, batendo, mordendo e chutando
alguém. Este perfil se repete em, no mínimo, dois ambientes diferentes.
Além disso, dorme muito tarde e acorda cedo. Estima-se que 4% das
crianças brasileiras em idade escolar desenvolvam essa disfunção,
na proporção de quatro meninos para uma menina, conforme o especialista
Saul Cypel, autor do livro A criança com déficit de atenção e hiperatividade-atualização
para pais, professores e profissionais da saúde.
Hiperatividade - De acordo com o pediatra Francisco Tussolini, o
primeiro passo para diagnosticar se uma criança tem hiperatividade
é verificar que a aparência dela é completamente normal. "É o caso
de crianças em que os pais dizem: meu filho não tem nada, só é mais
agitado que os outros". Ele explica que a partir dos três anos já
é possível descrever o quadro de hiperatividade e iniciar um tratamento
clínico adequado, mas adverte que o autocontrole das crianças também
depende da ajuda dos que convivem com ela. Segundo Tussolini, não
há causa definida, mas suspeitas de três fatores influentes no aparecimento
da hiperatividade: o fator genético, a falta de oxigênio durante
a gestação, mesmo que em frações de segundos e fatores emocionais
no contexto familiar. Não existe nenhum tipo de exame que a criança
possa fazer, mas critérios que indicam a disfunção. Se ela apresentar
seis deles ou mais, num período superior a seis meses, fica confirmado
o problema.
Dione Santana. A Crítica-AM, p. C5, 31/8 Fonte: Rede Saci
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