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Confira
os avanços no tratamento do autismo
Há
diversos sintomas freqüentes em bebês autistas e que já podem ser
identificados a partir de um ano e seis meses de idade, quando a
criança começa a apresentar comportamentos ligados às áreas de comprometimento
do autismo (comunicação, imaginação e interação social). Porém,
ainda hoje é muito comum que os pais investiguem essa hipótese somente
após os três anos. Mesmo nos casos em que a família procura atendimento
precocemente, os médicos, em geral, ainda esperam que a criança
complete dois ou três anos, pois alegam que o cérebro, antes dessa
idade, ainda pode sofrer diversas transformações.
De acordo com Ana Maria Mello, diretora do NAAMA (Núcleo de Aprendizado
da Associação de Amigos do Autista), "o problema em se demorar para
fechar o diagnóstico é que antes disso, dificilmente os pais iniciam
uma intervenção", diz. "O tratamento precoce, independentemente
de se ter o diagnóstico, é extremamente benéfico e, caso este não
se confirme, tal medida não terá sido prejudicial", explica a diretora.
A criança autista não apresenta características que são comuns em
outros bebês, como apontar pessoas, lugares, comidas ou coisas que
desejam, demonstrar interesse ou responder perguntas, olhar para
as pessoas quando falam com ela ou balbuciar. Segundo Ana Maria,
devido à ausência de características físicas, o autismo é freqüentemente
negado quando os pais não lidam bem com a situação. "É necessário
estar bem informado, livrar-se do estigma que o autismo pode carregar
e, em caso de suspeitas, procurar um especialista imediatamente",
aconselha Ana Maria.
A AMA oferece apoio constante e intervenção tanto de predominância
terapêutica quanto educacional, baseadas em um programa que se inicia
pelo aprendizado de habilidades normalmente adquiridas nos primeiros
meses de vida e seguem de acordo com o desenvolvimento normal de
um ser humano. "Quanto antes se iniciar a intervenção, mais próxima
a criança estará do desenvolvimento típico, pois nessa fase o aprendizado
é mais rápido e, com o passar dos meses, a criança vai perdendo
avanços importantes", adverte.
Em geral, o diagnóstico é dado por um pediatra, neurologista ou
psiquiatra. No entanto, é importante mencionar que não basta ser
médico, é necessário que o profissional tenha experiência em avaliar
problemas do autismo. É válido também lembrar que o diagnóstico
não precisa necessariamente ser algo definitivo e o especialista
poderá avaliar como um estágio atual em que a criança apresenta
um distúrbio compatível à síndrome. "A AMA se coloca à disposição
para oferecer orientação e intermediar contatos com profissionais
capacitados", declara a diretora.
Além disso, Ana Maria é autora do livro "Autismo - Guia Prático",
um manual com dicas e esclarecimentos destinado aos familiares de
portadores do autismo. O livro está disponível para download gratuito
no site da AMA (www.ama.org.br). Nele a autora ressalta a importância
da intervenção precoce e da participação da família, que é fundamental.
"É necessário enfrentar o medo para dar todas as oportunidades que
a criança merece ter. Vale a pena", conclui.
Fonte:
http://www.sentidos.com.br
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