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Novos
caixas eletrônicos facilitam acesso de pessoas cegas
Para
muitos brasileiros, o caixa eletrônico é o único computador que
operam na vida. Novidades apresentadas no Ciab 2004, congresso de
automação bancária realizado em São Paulo, mostraram que as ATMs,
nome técnico dessas máquinas, estão cada vez mais amigas dos clientes
- e perigosas para os ladrões.
As melhorias
ocorrem em duas frentes. A primeira é a interface com o cliente.
ATMs já podem falar com o cliente, reconhecer cédulas e cheques
e até rostos. O reconhecimento biométrico foi mostrado pela Itautec,
que equipou um caixa com uma câmera digital e software apropriado.
"Ele não substitui a senha, mas aumenta a segurança", explicou o
gerente de projetos ATM, Adolfo Roberto Gomes.
O sistema requer cadastramento prévio, que pode ser feito na própria
ATM ou com o gerente. É preciso tirar umas oito fotos; o software
analisa as imagens e guarda as coordenadas dos traços marcantes
do rosto do cliente. Depois, no caixa, o software analisa a face
em busca de pontos semelhantes. Na feira, bastava ter 75% de semelhança
para que o dinheiro saísse do caixa - o que pode ser ajustado pelo
banco.
ATM
falante
Outra
fabricante de ATMs, a Diebold Procomp mostrou um caixa para deficientes
visuais. A máquina tinha conexões para microfone e fone de ouvido
e podia conversar com o cliente. Com o fone, o cliente é guiado
por uma voz eletrônica, que o orienta a pressionar os botões e recolher
comprovantes e dinheiro.
Se quisesse, o deficiente também poderia ditar as opções pelo microfone.
Os botões não usam braille e sim um conjunto de símbolos em relevo
definidos em norma da ABNT. "Nem todos são alfabetizados em braille
e o caixa pode atender também aqueles que têm perda parcial de visão",
explica o gerente de Produto da Diebold Procomp, David Melo.
Cédulas
pegam fogo
O
Ciab 2004 trouxe também más notícias para o ladrão. A Avibrás demonstrou
no estande da Diebold Procomp um sistema que queima parcialmente
o dinheiro do caixa em caso de arrombamento. "É um produto derivado
do combustível de foguetes", explicou o gerente de Vendas Paulo
Alexandre Ferreira. Para que o fogo não se alastre pela ATM, o sistema
expele gás dióxido de carbono (a queima, nesse caso, não depende
do oxigênio). O sistema, disse Ferreira, é melhor que a conhecida
"bomba de tinta" porque é rápido (a tintura demora até 20 minutos
para marcar as cédulas na gaveta da ATM). As notas são queimadas
parcialmente e preservam sua numeração. Podem, por isso, ser trocadas
no Banco Central.
Robinson
N. dos Santos - Fonte: Rede Saci ovidade: Empresas implantam políticas
de diversidade
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