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Dor na coluna atinge 8 em cada 10 paulistanos
Pesquisa do Hospital das Clínicas- FMUSP mostra que a lombalgia
exclui as pessoas de suas atividades rotineiras. O assunto é tema
do 3o. Congresso Internacional de Medicina de Reabilitação, que
acontece em São Paulo, entre os dias 10 e 15 de abril de 2005.
Dores na coluna causam incapacidade e exclusão social em indivíduos
com menos de 45 anos. A conclusão é de um estudo feito pela Escola
de Postura da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das
Clínicas/FMUSP. Hoje, de cada 100 pessoas, cerca de 80 sofrem de
dores crônicas na coluna vertebral em algum momento da vida. A lombalgia
tem grande impacto nas relações sociais e está diretamente ligada
ao isolamento, limitação e diminuição da capacidade de produção.
A dor lombar chega a atingir de 65% a 80% das pessoas com menos
de 45 anos e é a principal causa de afastamento no trabalho e da
vida social. No estudo realizado, verificou-se que além das alterações
neurológicas e biomecânicas, a dor crônica afeta psicologicamente
o paciente, provocando depressão e ansiedade.
Para a realização deste estudo, durante dois anos foram acompanhados
154 pacientes, com idade entre 16 e 75 anos, que se queixavam de
dor - a maioria mulheres com média de 43 anos, inseridas no mercado
de trabalho, chefes de família e economicamente ativas. A pesquisa
englobou itens como capacidade funcional, dor, estado geral de saúde,
vitalidade e saúde mental.
A Escola de Postura da DMR, implantada em 2001, vem obtendo bons
resultados com a abordagem multidisciplinar do problema, Os pacientes
são acompanhados por fisiatras, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes
sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, profissionais de
educação física e nutricionistas.
"Ao final do período de pesquisas, 55% dos pacientes da Escola de
Postura consideraram-se mais sociáveis e dispostos a viver em grupo,
e 50,9% aprenderam a controlar a dor através de exercícios" - afirma
o Dr. Carlos Alexandrino de Brito Júnior, coordenador da Escola
de Postura. "Este resultado mostra que o indivíduo que sofre de
dores crônicas na coluna melhora significativamente a sua qualidade
de vida ao participar de programas de reabilitação", completa o
fisiatra.
Divisão
de Medicina de Reabilitação
Há
30 anos, a Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da USP é centro de referência em todo o
país na reabilitação física e reintegração social. São 250 profissionais,
entre médicos, dentistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos,
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionais,
profissionais de educação física, arte-educadores e instrutores
de cursos profissionalizantes que atendem 300 pacientes/dia.
A DMR integra projetos de pesquisa nas áreas músculo-esqueléticas
e na fisiopatologia do movimento, com grupos certificados do Conselho
Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Nacional Qualificado (CNPq).
Participa também de projetos da Organização Mundial de Saúde e com
a Universidade Autônoma de Madri.
Congresso
Internacional discute diagnóstico e tratamentos
Lombalgia,
dor e outros assuntos relacionados à medicina de Reabilitação serão
discutidos no 3rd. World Congress of the International Society of
Physical and Rehabilitation Medicine, que acontece entre os dias
10 e 15 de abril de 2005, no Hotel Gran Meliá WTC, em São Paulo.
O evento é organizado pela Divisão de Medicina de Reabilitação -
HCFMUSP e pela Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação,
presidida pela Dra. Linamara Rizzo Battistella.
Fonte: Núcleo de Comunicação - DMR - HC FMUSP
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