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Cientistas fazem célula adulta virar embrionária
Agência
Estado
Feito
abre perspectiva para, no futuro, produzir células-tronco
embrionárias
sem precisar de embriões humanos
Cientistas da Universidade de Harvard anunciaram nesta segunda-feira
que conseguiram transformar células adultas da pele em células
embrionárias através de uma fusão.
Este feito abre a perspectiva de que um dia, talvez em dez anos,
os cientistas possam produzir linhagens de células-tronco
embrionárias sem necessitar de embriões.
No experimento, células-tronco de embriões foram fundidas
com células adultas, que assim foram "reprogramadas
em sua condição para embriões", infomrou
Kevin Eggan, um dos pesquisadores no Instituto de Células-Tronco,
em Cambridge (EUA).
"Se, no futuro, os experimentos mostrarem que estas células
se mantêm reprogramadas (como embrionárias) mesmo depois
de removido o DNA da célula embrionária original,
teremos teoricamente a possibilidade de produzir linhagens de células-tronco
embrionárias personalizadas para cada paciente, sem a necessidade
de criar e destruir embriões humanos", afirma a equipe
no sumário do artigo que a revista Science publicará
nesta semana.
Eggan disse que a meta é criar células-tronco portadoras
dos genes de apenas um paciente. As células criadas nos experimentos
têm muito DNA, tanto da célula adulta como da célula-tronco
do embrião usado no processo.
As células-tronco embrionárias, que podem ser cultivadas
para constituir qualquer tecido do corpo, são consideradas
um elemento promissor para futuros tratamentos de doenças
degenerativas, substituindo células e tecidos danificados
ou defeituosos. Obtê-las sem o uso de embriões humanos
seria uma alternativa para vencer a resistência de grupos
e governos que se opõem a esta prática.
Ainda com embriões
De qualquer forma, o método dos cientistas de Harvard ainda
não abre mão do uso de pelo menos uma célula
retirada de um embrião. "Ainda haverá pessoas
se opondo (a este novo métido) porque, num momento, as células
foram derivadas de um embrião humano", comentou Eggan.
Mas a equipe espera que sucessivas pesquisas neste caminho demonstrem
como uma célula adulta pode ser reprogramada sem a necessidade
de fusão com uma embrionária.
"Isto é só um primeiro passo", acrescentou
Eggan em entrevista coletiva por telefone. "Devo enfatizar
que (a nova técnica) não está pronta para uso
habitual, e também não substitui as técnicas
que já tivemos para a obtenção de células-tronco
de embriões."
Os defensores das pesquisas argumentam que, só nos Estados
Unidos, já existem cerca de 400 mil embriões humanos
congelados que eventualmente serão destruídos, e que
o resultado dos tratamentos para infertilidade produz excesso de
embriões.
Fonte:
Rede Saci: www.saci.org.br
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