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Secretaria de Direitos Humanos recupera status de ministério
Criada
no início do governo Lula para articular e implementar as
políticas públicas na área, a Secretaria Especial
de Direitos Humanos perdeu o status de ministério em julho.
Lei aprovada no Congresso foi publicada no Diário Oficial
desta terça-feira (6/12/2005).
A inusitada situação em que a Secretaria Especial
de Direitos Humanos (SEDH) se encontra deixa transparecer a falta
de cuidado com essa importante área de atuação
do poder público. Com a publicação da Lei n
11.204, de 5.12.2005, a Secretaria retoma o status de Ministério
perdido em julho de 2005, com a edição da Medida Provisória
259. O governo federal, no entanto, não nomeou nenhum titular
para a pasta. Não consta na publicação que
o atual secretario de Direitos Humanos, Mario Mamede passaria automaticamente
a responder como ministro. Existe, no entanto, o entendimento jurídico
de que como tudo volta a ser como era antes, o atual secretário
assumiria interinamente, pois era secretário executivo do
ex-ministro Nilmário Miranda.
Criada no início do governo Lula para articular e implementar
as políticas públicas voltadas para a promoção
e proteção dos direitos humanos no Brasil, a Secretaria
Especial de Direitos Humanos (SEDH) perdeu o status de ministério
há pouco menos de cinco meses. Até essa data a Secretaria
foi conduzida peço ministro Nilmário Miranda. A Lei
n 11.204 aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente
- devolveu o status de ministério - e desfez um dos atos
do governo Lula mais criticados pelos movimentos e entidades da
área.
Na época, a medida foi considerada um retrocesso na capacidade
do Estado de atuar na defesa e promoção dos Direitos
Humanos. Prova disso é que nos 130 dias em que esteve ligada
à Secretaria Geral, o ministro Luis Dulci despachou uma única
vez com o secretario Mario Mamede. Caio Varela, assessor do Instituto
de Estudos Socioeconômicos (Inesc), considera louvável
o retorno ao status de ministério. Na avaliação
dele, a secretaria "ficou num limbo" nos últimos
cinco meses em que ficou atrelada à Secretaria-Geral da Presidência.
"Havia dificuldade de definições de papéis",
complementa. Independente de ser ministério ou não,
Varela considera imprescindível que os acordos feitos sejam
cumpridos. "Direitos humanos é tema estruturante na
promoção de um país menos desigual, é
uma questão ideológica, de fundo e vamos ver o que
pode ser feito nesse último ano que resta".
Coordenador da ONG Terra de Direitos, Darci Frigo avalia que a Secretaria
perdeu o status de Ministério "exatamente porque não
tinha uma política consistente de direitos humanos, o que
piorou com a vinculação à Secretaria Geral".
Ele considera importante o retorno do status, mas pondera que a
decisão vem "num momento em que já entramos no
clima eleitoral". "Quem vai assumir já sabe que
é um mandato tampão e que vai ter dificuldade de imprimir
uma nova política".
Consultada, a assessoria de imprensa da Secretaria-Geral informou
que a SEDH, a partir da publicação da lei, não
está mais sob sua alçada. Qualquer decisão
relativa à secretaria cabe agora ao presidente da República.
Ciente há mais de 20 dias que o prazo expiraria no início
de dezembro, o governo ainda não se pronunciou oficialmente
sobre a definição do novo ministro. O nome mais forte
até o momento parece ser o do presidente do Instituto Cidadania,
Paulo Vannuchi, petista e amigo pessoal do presidente Lula.
Fonte:CARTA MAIOR
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