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Avenida Paulista: modificações prevêem acessibilidade
Quem
caminha hoje pelas calçadas da Paulista, a avenida símbolo
da cidade de São Paulo e das mais importantes do Brasil e
América Latina se depara com todo tipo de obstáculos
que obstruem não só o prazer de caminhar, mas de circular
com segurança e conforto. São desníveis, inclinações
e irregularidades no piso, caixas de correios, vasos de plantas
e telefones públicos algumas das barreiras encontradas pelo
meio do caminho, dificultando a circulação das pessoas,
em especial as que usam salto alto, cadeira de rodas, muletas e
carrinhos de bebê. Mas essas dificuldades estão com
os dias contados e a mais famosa avenida do Brasil deve ganhar novos
ares e aprimoramentos que garantirão maior acessibilidade
e segurança.
Entre as modificações pretendidas encontram-se a substituição
do piso em mosaico português, que cederá lugar para
placas de concreto, com capacidade para suportar cerca de 1 tonelada
de peso por placa. A nova calçada foi projetada para oferecer
acessibilidade. O novo piso será uniforme, as rampas serão
largas e será construída faixa com piso tátil,
para pessoas com deficiência visual, que indica tanto a direção
quanto obstáculos presentes pelo caminho
O presidente da Associação Paulista Viva, ONG voltada
para os cuidados e preservação com a avenida, Nelson
Baeta Neves, lembra que circulam por ela cerca de 1 milhão
de pessoas diariamente proveniente de toda a região metropolitana.
“Em diversas pesquisas de opinião, a avenida Paulista
foi escolhida como símbolo da cidade de São Paulo.
O fascínio que ela exerce nos paulistanos foi expandido,
tornando-se a avenida mais conhecida do Brasil”, destaca.
CALÇADAS
Segundo ele, as condições das calçadas da avenida
Paulista estão hoje “muito ruins”. “A realidade
da avenida mudou muito, se comparado há 30 anos. Com a escalada
da violência, os carros-forte passaram a circular sobre as
calçadas e, com quase 8 toneladas, o mosaico português
aplicado não suporta o peso”, explica. Ele acrescenta,
ainda, que as calçadas foram abertas inúmeras vezes
e o mosaico se mostrou inadequado aos remendos.
Neves estima que no prazo de um ano, as calçadas serão
reformuladas com apoio financeiro da própria comunidade da
avenida. Alguns trechos, porém, as modificações
serão implementadas com o patrocínio de empresas que
ele considera socialmente responsáveis. As modificações
iniciais serão implementadas em um trecho- piloto, a ser
definido, e em seguida serão expandidas para toda a avenida.
“A reforma refletirá diretamente na melhoria da qualidade
de vida da população. A avenida ficará linda”,
afirma Neves.
PAULISTA VIVA
Como uma organização da sociedade civil, de Interesse
Público e, portanto, sem fins lucrativos, a Associação
Paulista Viva conta com a dedicação de voluntários
que trabalham para melhorar a imagem da cidade de São Paulo,
humanizando a avenida e oferecendo melhor qualidade de vida às
pessoas que a freqüentam. Além de projetos urbanísticos,
a entidade promove projetos culturais e sociais, com especial destaque
ao projeto de segurança em parceria com a Policia Militar
que reduziu a criminalidade em 82%, segundo seu presidente. Há,
ainda, o projeto “Upgrade”, que oferece gratuitamente
aulas de inglês e inclusão digital para pessoas carentes
(atualmente atende 250 alunos), e o projeto Primavera que enfeita
com flores os 39 postes da avenida.
Mudanças
na Paulista
- Obras iniciais abrangem o quarteirão localizado entre as
ruas Teixeira da Silva e Leôncio de Carvalho. No local funciona
o colégio estadual Rodrigues Alves (veja ilustração).
- As jardineiras e outros obstáculos que hoje existem nas
calçadas serão removidos.
- O canteiro central da avenida receberá plantação
de arbustos.
- Substituição do piso português por placas
de concreto removíveis.
- Pisos táteis, em toda a beirada da calçada, para
orientação de cegos, indicando a proximidade da rua.
- Pontos de ônibus e todo o mobiliário da avenida com
piso diferenciado.
- Rampas para acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida.
Fonte: Associação Paulista Viva
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