Responsabilidade
social e inclusão
Adriana Lopes Fernandes*
Estudos recentes
confirmam que o trabalho social desenvolvido por empresas cativa
a comunidade, agrega valor, conquista o consumidor e reforça
sua imagem perante os funcionários. A responsabilidade
social passa cada vez mais a ser compreendida como estratégia
empresarial.
Para melhor organização de um trabalho social, as
empresas devem estabelecer um foco, adotar uma contribuição
dirigida às enormes carências da sociedade. A falta
desse foco dispersa as ações sociais da empresa,
tornando-as sem vínculos e identificação
organizacional.
O Brasil é um país formado por pessoas de várias
origens, crenças e culturas e também conta com 24,5
milhões de pessoas com deficiência (IBGE, 2000 ).
Uma das ações de grande relevância é
a política de diversidade.
A presença da diversidade enriquece a empresa, na medida
em que traz visões e idéias diferentes. Além
disso, constatamos também uma melhoria na motivação
dos colaboradores e na imagem da empresa diante da comunidade.
Por isso, é imprescindível que haja diversidade
na empresa.
A contratação de pessoas com deficiência é
parte integrante desse processo, e deve ser encarada de acordo
com os princípios éticos que definem efetivamente
as ações sociais, entre eles o envolvimento e o
comprometimento de toda a organização através
de políticas claras e pré-definidas a partir de
seus valores.
Os programas de inclusão de pessoas portadoras de deficiência
nas empresas devem impactar, na cultura e clima organizacional,
no modelo gerencial, nos processos de gestão, no padrão
ético das relações no desenvolvimento humano
e no conjunto de crenças e valores da organização.
Para o sucesso do programa é preciso disseminar informações
que desmistifiquem a deficiência, promover a reflexão
de questões referentes as limitações, potencialidades
e capacidades das pessoas com deficiência, analisar as funções
e postos de trabalho, garantir a acessibilidade do local, entre
outras coisas, e com isso contribuir efetivamente para o combate
a exclusão social.
Transformar e consolidar seus programas sociais em processos,
com referenciais de qualidade, de produtividade, de desempenho
e de melhoria contínua, dentre outros, é o que diferencia
uma empresa cidadã daquelas que praticam atividades sociais
sem maiores compromissos.
Coordenadora
da Unidade de Trabalho da AME