O que é o ICOM ? A Central de Intermediação entre o surdo e ouvinte

O que é o ICOM ? A Central de Intermediação entre o surdo e ouvinte

A comunicação é um desafio na maioria das esferas, seja na escola, no trabalho, na rua, em qualquer espaço. Agora imagine o desafio quando uma pessoa possui deficiência auditiva e não há recurso para a sua interação com os ouvintes. É nesse caso que o ICOM atua. 

A plataforma visa facilitar a comunicação entre as pessoas que são fluentes em Libras e as que não são. Isso é possível por meio de tradução simultânea, um serviço que empresas, escolas, clínicas médicas, entre outros, podem usar para a inclusão de deficientes auditivos e interagir com eles.

Conheça essa central e descubra como ela pode ser útil na rotina das mais diferentes instituições. 

O que é o ICOM?

O ICOM é um  serviço de tradução de Libras ao vivo e remoto, que foi desenvolvido pela AME – Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais. A AME tem mais de 30 anos de experiência e foca o seu trabalho em oferecer soluções de acessibilidade e promover a inclusão. 

Essa também é o objetivo do ICOM, uma vez que as empresas têm dificuldade na comunicação com pessoas surdas. Assim, a tecnologia pode ser usada em inúmeras situações, como atendimento de um cliente, para a seleção de profissionais, tradução em treinamentos e outros.

O serviço é completo e dá total segurança à empresa, bem como controle do uso da ferramenta. Afinal, tudo isso pode ser usado e monitorado pelos gestores, por meio de relatórios emitidos em tempo real que informam dados como, por exemplo: 

  • usuários cadastrados;
  • local de origem da chamada;
  • data e hora de acesso;
  • tempo de espera para ser atendido;
  • duração do atendimento;
  • tempo de ocupação, entre outros. 

A empresa também pode cadastrar usuários para gestão do sistema, determinando o nível de permissão de cada um. Dessa maneira, é possível administrar a ferramenta de acordo com as necessidades da instituição. Há possibilidades de, por exemplo:

  • definir níveis de permissão;
  • criar e cadastrar serviços adicionais;
  • inserir a opção de SAC;
  • formatar estilos, entre outros.

Para que todas essas facilidades sejam usadas da melhor maneira, o ICOM tem também um eficiente sistema de suporte para:

  • requisições de serviços;
  • gestão de incidentes;
  • gestão de problemas;
  • gestão de mudanças.

Enfim, podemos dizer que o ICOM é um serviço que usa a tecnologia a favor da comunicação e da inclusão de pessoas surdas. Pois, permite que as empresas adequem o atendimento a esses sujeitos, bem como se tornem aptas para recebê-los na equipe. 

Como funciona o ICOM?

O ICOM atua como um serviço de tradução de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) em tempo real. Para isso, é disponibilizado um atendimento especializado de intérpretes profissionais, durante 24 horas por dia. Dessa forma, os profissionais possibilitam a comunicação entre ouvintes e surdos instantaneamente.

Essa facilidade pode ser acessada por celulares, tablets e computadores. Na prática, o ICOM funciona da seguinte forma: 

  1. A empresa recebe um cliente surdo ou precisa se comunicar com ele e aciona a Central de Tradução Simultânea;
  2. Uma conexão por vídeo é estabelecida e o intérprete de LIBRAS passa a intermediar o diálogo entre o ouvinte e o surdo, permitindo que as pessoas conversem com clareza;
  3. Quando as duas pessoas estão no mesmo ambiente, elas podem usar apenas uma conexão;
  4. Já quando cada indivíduo está em um local diferente, todo esse processo de tradução simultânea por meio do ICOM acontece remotamente, por meio de uma vídeo chamada. Para isso, basta que ambos tenham acesso a um celular, tablet ou computador com internet.

Quais os dispositivos podem ser usados para acessar o serviço do ICOM? 

As vídeo chamadas podem ser feitas pelos mais diferentes dispositivos, desde que possuam acesso à internet. Assim, é possível usar o ICOM pelo: 

  • Tablet;
  • Celular com versões para Android e IOS
  • Computador ou notebook que tenha acesso a uma conexão segura. 

Benefícios para a sua empresa

Com o ICOM, a empresa também tem várias vantagens, além de promover um melhor atendimento e focar em atos de inclusão. É válido lembrar que a acessibilidade, como a promovida pelo ICOM, é uma exigência ética e legal.

De acordo com a  Lei Brasileira de Inclusão (LBI), os surdos devem ser atendidos com o uso de LIBRAS. Cabe à empresa se adaptar e oferecer essa comunicação eficiente e inclusiva. Assim, ao adotar o ICOM a instituição está:

  • Promovendo a inclusão de pessoas surdas;
  • Melhorando o atendimento dos clientes;
  • Permitindo que o trabalho do setor de Recursos Humanos, na seleção de pessoas com deficiência, seja aprimorado e a conversação na hora da entrevista seja mais fluida e eficiente;
  • Ter um bom acompanhamento dos atendimentos realizados pelo SAC, bem como das informações fornecidas pelos clientes, já que o ICOM conta com um sistema de gestão eficiente, que é capaz de armazenar dados em tempo real;
  • Segurança: a comunicação é segura e as chamadas podem ser gravadas e armazenadas pelo tempo que a empresa precisar. 

Como baixar e contratar? 

Para contratar o ICOM é possível clicar aqui e preencher o formulário eletrônico. Caso prefira, ligue para (11) 23608900. A empresa está localizada na Rua Serra de Botucatu, 1197 – Tatuapé, São Paulo.

Será que a sua empresa já fez tudo o que deveria para promover a inclusão? Descubra participando do quiz Qual o nível de inclusão da sua empresa?

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Tradução Simultânea em Libras: por que ICOM é a melhor Solução

Tradução Simultânea em Libras: por que ICOM é a melhor Solução

Seja para selecionar um colaborador, fazer um bom atendimento ao cliente ou até para realizar reuniões, contar com um serviço de tradução simultânea em LIBRAS faz toda a diferença. Graças a isso, a empresa consegue interagir e atender bem a pessoas surdas no SAC ou na hora de uma entrevista de emprego, mesmo que os profissionais não sejam fluentes na Língua Brasileira de Sinais.

Entretanto, para que a comunicação seja realmente eficiente, é preciso contratar um serviço de tradução simultânea em LIBRAS que seja completo e eficiente. Veja os benefícios oferecidos pelo ICOM, que fazem com que ele seja a escolha certa para a sua empresa! 

Por que escolher o ICOM para fazer a tradução simultânea em LIBRAS?

Você está procurando um serviço de tradução simultânea em LIBRAS? Veja porque o ICOM é a melhor escolha para a sua empresa. 

Serviço 24h por dia e 7 dias por semana

Ao optar pelo ICOM, você conta com um serviço de tradução simultânea em LIBRAS que atua o tempo todo, independentemente do horário ou dia. 

Ferramenta customizável

Na hora de escolher um serviço de tradução simultânea em LIBRAS, é válido verificar se a ferramenta é customizável. Afinal, as necessidades da sua empresa são específicas e é preciso ter um serviço que possa ser adaptado a isso. Ao escolher a plataforma proprietária do ICOM é possível:

  • cadastrar usuários para gestão do sistema;
  • determinar os níveis de permissão de cada um dos usuários;
  • criar os serviços adicionais que julgar necessário;
  • inserir opções como SAC, por exemplo.

Traduções em tempo real

O ICOM oferece tradução simultânea em LIBRAS, a todo o momento. Basta entrar em contato com a plataforma, solicitar que um profissional atue em um diálogo e tê-lo traduzindo tanto o que o ouvinte diz quanto a comunicação em LIBRAS. 

Esse tipo de serviço pode ser realizado quando as pessoas estão presentes no mesmo ambiente, como em uma seleção de emprego, por exemplo; ou quando estão em locais diferentes e remotos como, por exemplo: o entrevistador está em uma cidade e o candidato em outra. Para isso, basta que tenham acesso a um dispositivo eletrônico com internet. 

Plataforma acessível por vários canais

A tecnologia do ICOM oferece facilidade no uso. Basta que as pessoas tenham acesso a um dispositivo com internet para que possam contar com uma comunicação fluida e natural. 

Isso acaba oferecendo mais independência para a rotina das pessoas surdas. Já para a empresa, permite que ela promova a inclusão e atenda aos clientes de maneira mais assertiva. 

Faz parte do grupo AME, referência no Brasil em inclusão e acessibilidade

Uma das maneiras de saber se está escolhendo o melhor serviço de tradução simultânea em LIBRAS é avaliando o histórico da empresa que desenvolveu. O ICOM é um produto do grupo AME, que está há mais de 30 anos no mercado, promovendo a inclusão. 

Trata-se de uma entidade privada, sem fins lucrativos, especializada em auxiliar nos processos de seleção e recrutamento de profissionais das mais diferentes áreas, que possuam deficiência. 

Assim, podemos dizer que a AME foca todos os seus esforços para promover a inclusão e ajudar a pessoa com deficiência a participarem de um processo seletivo de emprego nas mesmas condições que as demais pessoas. Com isso, promove a qualidade de vida e maior autonomia dessas pessoas. 

O ICOM é mais um produto do grupo AME, uma tecnologia que tem por objetivo facilitar a comunicação entre surdos e ouvintes, promovendo a inclusão e permitindo a independência dessas pessoas. 

Atende grandes empresas brasileiras

O ICOM está tão preparado para oferecer o melhor serviço de tradução simultânea em LIBRAS, que é a escolha de diversas grandes empresas. Afinal, quem vem atuando há tanto tempo na promoção de ferramentas para autonomia da pessoa com deficiência sabe o quão importante é oferecer serviços de inclusão.

É por isso que essas instituições escolheram o ICOM. O serviço prestado é de qualidade e a plataforma está preparada para atender a uma grande demanda, caso seja necessário. 

SLA de tempo de espera de até 90 segundos na tradução simultânea em libras

Nem você nem o seu cliente ficarão muito tempo esperando para serem atendidos. O ICOM conta com um SLA (Service Level Agreement) de apenas 90 segundos. Assim, rapidamente vocês terão o que precisam. O serviço de excelência é essencial em um sistema de tradução, para que possa promover uma comunicação fluida e agradar ao indivíduo atendido. 

Estrutura de internet e energia dualizada (sempre online)

E se a demanda de serviços tiver um pico? Também é importante ter a certeza de que o serviço de tradução simultânea contratado está pronto para casos como esses. No caso do ICOM, você pode ficar tranquilo. A internet e energia dualizada são duplicadas! Assim, a plataforma está pronta para o atendimento a um número maior de terminais. Estará sempre online! 

Intérpretes em tradução simultânea em libras altamente qualificados

Por fim, é preciso ter a certeza de que o trabalho humano também é bom. Afinal, de nada adianta ter uma plataforma impecável, se não contar com profissionais gabaritados. Ao contratar ICOM você pode ter a certeza de que contará com os melhores intérpretes.

Além da empresa se preocupar em selecionar os melhores profissionais do mercado, a equipe sempre recebe treinamentos. Isso é essencial para que um atendimento de excelência possa ser promovido, como você, sua equipe e seus clientes merecem! 

Conte com o serviço de tradução simultânea em LIBRAS do ICOM em sua empresa e garanta que está oferecendo o melhor para as pessoas que são as responsáveis pelo crescimento dela! 

Lembre-se de que promover a acessibilidade é um dever de toda instituição. Será que o seu negócio está fazendo isso da maneira certa? Faça o quiz “Qual o nível de inclusão da sua empresa?” e descubra!

Acessibilidade para surdos, lei de inclusão e tecnologia

Acessibilidade para surdos, lei de inclusão e tecnologia

Acessibilidade para surdos é uma pauta que vem atraindo a atenção de inúmeras empresas. Especialmente porque a contratação de pessoas com deficiência auditiva se faz necessária, assim como a adaptação para as necessidades delas no dia a dia da empresa.

Infelizmente, nem todo negócio sabe por onde começar essa adaptação. Ou, ainda, quais recursos são necessários para a realização de uma comunicação eficiente entre profissionais surdos e ouvintes. 

Se esse é o caso da sua empresa, é possível que este artigo possa te ajudar bastante. Aqui, explicamos mais sobre a lei de acessibilidade para surdos e como a tecnologia pode ser uma aliada da acessibilidade.

O que é a Lei de acessibilidade para surdos?

Aproximadamente 10,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva no Brasil. Quem nos traz esse número é uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Semana da Acessibilidade Surda. Das pessoas surdas, 2,3 milhões têm deficiência severa. 

A pesquisa traz outros dados, como: o número de homens surdos é maior do que o de mulheres. Eles representam 54% e elas 46%. 

Outra informação importante é que 57% dos surdos têm mais de 60 anos de idade. Dessas pessoas, 9% nasceram com deficiência auditiva, enquanto 91% adquiriram ao longo da vida. Nesse segundo caso, 50% foi depois de 50 anos.  

Do número total de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, 87% não usam aparelho auditivo. 

Embora o número de surdos seja grande, infelizmente, a maioria dos espaços públicos e privados não estão preparados para se comunicar com eles. 

Essa falta de preparo não acaba aí. Em muitos casos, as pessoas surdas não têm a oportunidade de ocupar bom cargos profissionais ou até de conquistar um emprego porque as empresas não investem em acessibilidade para elas. 

Para tornar essa realidade diferente, algumas leis vêm sendo criadas, buscando a inclusão de surdos em diversos ambientes sociais e também no mercado de trabalho. Conheça algumas delas.  

Lei da Acessibilidade nº 10.098

Criada em 19 de dezembro de 2020, a Lei da Acessibilidade nº 10.098 traz regras para promover a acessibilidade para surdos e também para pessoas com outras deficiências ou com mobilidade reduzida. Para isso, ela estabelece normas em relação a:

  • barreiras urbanísticas;
  • arquitetônicas;
  • nos transportes;
  • barreiras nas comunicações e na informação;
  • elemento de urbanização;
  • mobiliário urbano;
  • uso de tecnologia assistiva ou ajuda técnica;
  • comunicação.

Em resumo, ela traz diversas normas que buscam dar condições de acesso, circulação e comunicação às pessoas com deficiência. Depois dela, outras leis complementares foram criadas. 

Lei de Libras e regulamento da profissão do Intérprete de Libras

Dentre as leis que foram criadas depois da anterior, uma que se destaca é a Lei 10.436, que é chamada de Lei da Libras. 

Ela apoia o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais – Libras – e também determina que instituições federais de ensino devem promover cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior; e de ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs”.

Já a Lei 12.319 regulamenta o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Assim, ambas são marcos na promoção da acessibilidade para surdos.

Lei Nº 13.146

Criada em 2015, é conhecida como a Lei Brasileira de Inclusão e aborda direitos ao transporte, educação e saúde das pessoas com deficiência. Além disso, determina punições para quem descumprir as regras citadas. 

Há ainda a Lei de Cotas, que é de 1991 e aborda a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 

Seleções das empresas devem estar de acordo com a legislação

As empresas também devem se preparar tanto para promover a acessibilidade para surdos, quanto para atender ao que determina a Lei 8.213, também conhecida como Lei de Cotas. Sancionada em 1991, ela determina que as grandes empresas devem destinar parte dos seus cargos para pessoas com deficiência. 

A porcentagem de pessoas com deficiência que devem ser obrigatoriamente contratadas varia de acordo com a quantidade de funcionários contratados pela instituição de seguinte forma:

  • de 100 funcionários até 200 funcionários: 2%;
  • entre 201 e 500: 3%;
  • entre 501 e 1000: 4%;
  • a partir de 1001: 5%.

Dessa forma, a legislação pretende ajudar a promover a inclusão e oportunizar empregos em diversas áreas às pessoas com deficiência. 

Além das outras leis que abordam temas sobre a acessibilidade para surdos em diversos ambientes, a Lei das Cotas colabora para que surdos tenham acesso ao mercado de trabalho e garantia de vagas. Assim, eles conseguem também adquirir independência financeira. 

Por outro lado, as instituições passam a oferecer um ambiente mais humano e acolhedor. Além de promover a inclusão, ela, obrigatoriamente, precisa deixar o local preparado para receber surdos e demais pessoas com deficiência. 

Afinal, para que elas possam atuar é essencial que as instituições invistam nas adaptações necessárias. Isso vale tanto para o ambiente físico quanto para a comunicação da empresa.

O uso da LIBRAS passa a ser essencial para a promoção da acessibilidade entre surdos e ouvintes. Isso pode ser conquistado tanto com o desenvolvimento de cursos  para todos os colaboradores, quanto por meio do uso de tecnologias especiais para essa finalidade. 

Tecnologia para promover a acessibilidade para surdos

A adoção da Língua de Sinais e de recursos para acessibilidade de surdos no ambiente empresarial poderia ser difícil se não fosse possível contar com ajuda da tecnologia. 

Um exemplo de tecnologia que pode ajudar as empresas nesse compromisso é a central de LIBRAS, que permite tradução em tempo real para surdos. Com ela, as instituições conseguem aprimorar processos simples de comunicação com surdos, como o processo seletivo, até situações comuns da rotina da empresa, como reuniões, palestras, treinamentos etc. 

Esse tipo de tecnologia consegue conectar intérpretes de Libras ao negócio, oferecendo tradução simultânea por meio de videochamadas. Dessa forma, a instituição promove a inclusão, o respeito e a cidadania com a ajuda da ferramenta certa.Seja qual for o ramo da empresa, é fato que ela deve promover a acessibilidade para surdos e realizar os ajustes necessários. Será que a instituição na qual você atua já fez tudo o que pode para isso? Faça o quiz “Qual o nível de inclusão da sua empresa?” e descubra.

Como melhorar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho?

Como melhorar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho?

Como a sua empresa atua em relação à inclusão de pessoas com deficiência? Nós queremos saber e vamos te ajudar. Essa é uma preocupação importante, já que a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho não é apenas para que a empresa esteja de acordo com a legislação vigente, mas também para que possa aproveitar devidamente os conhecimentos do profissional que possui deficiência.

Sem contar que, cada vez mais, o consumidor está atento a temas como inclusão de pessoas com deficiência. Muitos já avaliam isso antes de se tornarem clientes de uma empresa. 

Independente do objetivo, é necessário que a empresa faça todas as adequações necessárias para proporcionar uma inclusão verdadeira de pessoas com deficiência. Veja quais são elas.

1 – Siga a indicação da lei sobre processo seletivo de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Empresas com mais de 100 colaboradores devem, obrigatoriamente, contratar pessoas com deficiência. A Lei 8.213, também conhecida como Lei de Cotas, está vigente desde 1991 e determina a seguinte proporção em relação às contratações da equipe:

  • de 100 funcionários até 200 funcionários: 2% de funcionários portadores de deficiência;
  • entre 201 e 500: 3%;
  • entre 501 e 1000: 4%;
  • a partir de 1001: 5%.

2 – Adapte a seleção

Isso faz com que o processo de inclusão deva começar já na hora da seleção de candidatos. Afinal, para interagir com uma pessoa surda, por exemplo, será preciso se comunicar por meio de LIBRAS.

Se o candidato for cadeirante, se a estrutura dificultar o acesso, toda a experiência já será frustrante. Por isso, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho vai além de cumprir a cota determinada na lei. É preciso aperfeiçoar o processo seletivo. 

Para isso, é indicado considerar: 

  • Adequação do local e do formato da entrevista: o processo seletivo deve ser igual para todos, mas o processo deve levar em conta a deficiência. Se a pessoa for deficiente visual, é preciso oferecer um documento em braille para ela ser. Se for deficiente auditiva, é necessário se comunicar por meio de LIBRAS, o que pode ser feito, por exemplo, com ferramenta tecnológica, e assim por diante;
  • Competência para a função: a avaliação da competência para a função deve ser feita da mesma forma que para os demais sem deficiência. Assim, o foco deve ser na aptidão do candidato às atividades;
  • Capacidade de exercício da atividade: é preciso considerar o tipo de deficiência do candidato para indicá-lo ao cargo em que ele possa desempenhar a sua função como qualquer outro integrante da equipe;
  • Cuidado ao exigir experiência anterior: embora a  inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho seja amplamente discutida, elas ainda têm dificuldade em encontrar uma oportunidade. Por isso, é provável que o profissional não tenha experiência anterior e isso deve ser levado em consideração.  

Tenha atenção à acessibilidade

Além de um processo seletivo adaptado, é preciso se preocupar com a estrutura da empresa para promover a  inclusão de pessoas com deficiência na rotina de trabalho. 

Isso pode ser feito por meio de um mapeamento de acessibilidade. Com ele, será possível identificar locais já adaptados, bem como as melhorias que devem ser feitas para promover a  inclusão de pessoas com deficiência. 

Na sequência, a empresa deverá se adequar à Norma Técnica Brasileira número 9050 (NBR-9050). Para isso, é preciso identificar se há problemas, como:

  • estruturais: barreiras físicas, ausência de rampas de acesso ou de elevador, adaptação de banheiro, entre outros;
  • dificuldade de comunicação: falta de informativos em braile ou pelo desconhecimento de LIBRAS por parte da equipe de recursos humanos ou gestores;
  • instrumentos de trabalho que não permitam ou dificultem o uso por pessoas com deficiência.

Prepare a equipe para também incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho

A inclusão de pessoas com deficiência também envolve o time de trabalho. Além de ajustar o processo de seleção e a parte física, é necessário fazer com que a equipe esteja pronta para incluir.

Todos devem estar preparados para tratar o colega com respeito e sem preconceito. Esse ponto começa no setor de recursos humanos, responsável pela seleção e pelo acolhimento. 

Mas perpassa pela cultura da organização, da implicação de líderes e gestores, cujo papel de exemplo pode promover a pluralidade. Assim como no investimento em palestras de conscientização e cursos de adaptação.

Preocupe-se com a ergonomia para possibilitar a inclusão 

É preciso se preocupar com a segurança e conforto do deficiente dentro da empresa. Além de motivar o colaborador, isso faz com que ele possa ter mais autonomia. 

Sem contar que irá garantir segurança na hora de usar um equipamento ou de transitar pelo local de trabalho. Para isso, é preciso investir em itens como, por exemplo: 

  • sinalização tátil;
  • sinalização sonora;
  • sinalização visual;
  • adequação de banheiros, com portas que permitam a passagem de cadeira, barras para que a pessoa se apoie, entre outros;
  • rotas acessíveis.

Esses cuidados são essenciais para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Afinal, o ambiente inclusivo também deve considerar as disposições físicas e de segurança para esses profissionais. 

Capacite supervisores e chefes de equipe

O RH deve estar preparado e os demais colaboradores devidamente instruídos. Atitudes preconceituosas também devem ser punidas, mas para que tudo isso caminhe bem, as pessoas que ocupam cargos de chefia precisam estar prontas para isso.

Por isso, essas pessoas precisam ser treinadas e capacitadas. É necessário que elas conheçam a realidade das limitações existentes para esses profissionais facilitando o relacionamento. 

Entretanto, ao mesmo tempo que a inclusão de pessoas com deficiência exige a adaptação do ambiente, é preciso manter uma relação profissional. O contratado deve ser bem recebido, como qualquer outro colaborador. Lembre-se de que um tratamento diferenciado pode resultar em constrangimento. 

Para que isso aconteça, a capacitação de chefes de equipes e supervisores se faz necessária. Assim, os líderes estarão prontos para fortalecer as iniciativas de conscientização e melhorar o ambiente laboral. Assim, podemos concluir que a inclusão de pessoas com deficiência depende de:

  • alterações físicas;
  • adaptações ergonômicas;
  • treinamento e informação da equipe.

Será que a sua empresa está pronta para isso? Descubra respondendo ao quiz “Qual o nível de inclusão da sua empresa?”.

Janela de libras ou legenda: qual instrumento de acessibilidade adotar

Janela de libras ou legenda: qual instrumento de acessibilidade adotar

O fenômeno da transformação digital impulsiona empresas de diferentes segmentos a repensar suas posturas no mercado em que atuam. Isto não diz respeito apenas a modernização das tecnologias e digitalização dos processos, a mudança acontece também na esfera social.

Assim, entre tantas pautas que hoje têm ganhado visibilidade no mundo digital e real, por assim dizer, a da acessibilidade e inclusão social emerge tomando consistência e sendo exigida de empresas e marcas. Essa tomada de consciência coletiva sobre direito das pessoas com deficiência começa a refletir no dia a dia das organizações e nas suas formas de comunicação.

Vamos lá?

Por que adotar o recurso da Janela de Libras

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) foi reconhecida como língua apenas em 2002, sendo aos poucos incluída nos currículos escolares como medida para popularizar o código linguístico e diminuir a barreira de comunicação entre ouvintes e surdos no país.

Ela é fundamental para a comunicação das pessoas surdas, principalmente das não oralizadas que representam cerca de 450 mil pessoas no país, segundo Instituto Locomotiva. São pessoas que não dominam a língua portuguesa porque nasceram surdas e foram alfabetizadas pela língua de sinais.

Portanto, para este grupo não cabe produzir vídeo legendado, pois ele não conseguirá entender a mensagem. O mais adequado é disponibilizar a janela de libras, recurso que posiciona um intérprete de libras em um dos cantos da tela, geralmente no canto inferior direito ou esquerdo.

Definida pela NBR 15.290, da ABNT, a janela de libras trata de um espaço delimitado no vídeo em que as informações transmitidas em língua portuguesa são interpretadas para Libras

Quando usar

A obrigatoriedade desse recurso recai apenas sobre material de campanha política e das esferas governamentais. A norma ainda prescreve que a janela deve possuir metade da altura da tela e um quarto da largura, uma vez que para se compreender a sinalização é necessária a visualização dos gestos das mãos e da expressão facial.

Em caso de vídeo corporativo, informativo ou de entretenimento, numa produção gravada ou ainda ao vivo, a janela de libras se mostra mais adequada por contemplar toda população surda, independente do seu grau de surdez. 

Mesmo não sendo obrigatório nos vídeos institucionais e publicitários, recomenda-se o uso da janela de libras para empresas que queiram adotar efetivamente uma cultura inclusiva, interna e externamente.

Internamente, o recurso também é válido quando realizamos reuniões, eventos e palestras em vídeo, gravadas ou não. Nesse caso, é interessante dispor de um profissional para fazer a tradução da mensagem que possa atender a demanda das pessoas surdas do outro lado da tela.

Além disso, é muito importante que o intérprete veja o conteúdo com antecedência para se familiarizar. Deve trajar roupas de cor neutra que contrastem bem com o fundo e que destaquem as mãos e as expressões faciais.

Por que adotar o recurso de legenda para surdos

A legenda de vídeos ajuda no acesso não só de pessoas surdas oralizadas, mas também de ouvintes que por algum motivo não podem escutar o áudio da mensagem e recorrem à legenda para se informar.

É um trabalho, em certa medida, laborioso e preciso que deve ser solicitado no processo de edição do vídeo. O editor deve ter cuidado em fazer a transcrição correta das falas e descrição dos áudios que compõem o vídeo. Isto porque a legenda para surdos ou ensurdecidos (LSE) é diferente da legenda de tradução de filmes em língua estrangeira, por exemplo. 

No primeiro caso, além de descrever a fala dos personagens, a LSE também traz informações sobre quem está falando e os sons ao fundo da imagem, se está tocando uma música, ou se tem som de pássaros etc. Toda a paisagem sonora, além das falas, precisa constar na LSE para que a pessoa surda possa se ambientar melhor.

Para a comunidade surda oralizada, a legenda ajuda na compreensão da mensagem dos vídeos. Como por exemplo, em filmes que são produções mais longas e não costumam contar com janela de libras pelo caráter do produto. Nesse caso, a legenda é fundamental, mas ainda exclui o surdo não oralizado, como exposto anteriormente.

Quando usar? 

Tendo em vista que a legenda atende ao público ouvinte também, parte da população surda e os ensurdecidos, a legenda, hoje, é um recurso essencial em toda produção audiovisual que se queira denominar inclusiva.

Cabe ressaltar que por mais laborioso que seja, a empresa deve optar pela produção da legenda e não confiar na legendagem automática de algumas plataformas de vídeo, tv (closed caption ou legenda oculta). Pois, o sistema de legendagem automática desses espaços, por vezes, não consegue captar com exatidão tudo que está sendo dito, legendando trechos de forma equivocada, o que pode levar a  má interpretação da mensagem.

Este artigo foi útil para você? Em breve, traremos mais artigos como este para você. Aproveite e faça este teste para descobrir se a sua empresa é realmente inclusiva.

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