Americanas adota ICOM em site e app abrindo conexão direta com os surdos

Americanas adota ICOM em site e app abrindo conexão direta com os surdos

A Americanas expande sua lista de recursos de acessibilidade e inclusão, implantando a ferramenta ICOM para facilitar a comunicação com clientes deficientes auditivos e surdos. A partir de agora, o atendimento do SAC no site e no app da marca passa a contar com o serviço do ICOM, a plataforma de tradução simultânea de Libras on-line, que permite a conversa em tempo real entre surdos e ouvintes, com intermédio de um tradutor. Somando-se às demais soluções de acessibilidade disponíveis na plataforma digital da Americanas, o serviço está em linha com a estratégia da marca de oferecer um ambiente mais inclusivo para seus clientes.

Além desse novo recurso, a Americanas trabalha para melhorar a experiência das iniciativas já existentes, como o Hugo (hand talk), tradutor digital e simultâneo de Libras que torna a navegação mais acessível, e o pacote Essential Accessibility, que permite substituir o teclado e habilitar o controle por gestos. 

Conhecida por oferecer tudo o que os clientes precisam, para todos os tipos de público, a Americanas busca oferecer uma plataforma ainda mais inclusiva e com soluções efetivas para atender todo tipo de cliente, seja qual for sua necessidade. 

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) no último ano apontam mais de 10 milhões de pessoas com algum problema relacionado à deficiência auditiva no Brasil. Desse total, 2,7 milhões são considerados surdos, ou seja, incapazes de ouvir qualquer tipo de som.  

“Ao atender o consumidor surdo em seu idioma, a língua brasileira de sinais, entendemos que a Americanas dá um passo importante na promoção da cidadania e da inclusão. Com a parceria com o ICOM, a marca passa a oferecer uma experiência de comunicação ágil e eficiente entre surdos e ouvintes, melhorando seus serviços e gerando mais negócios”, diz Cid Torquato, diretor executivo do ICOM. 

A interação é totalmente online e ocorre de maneira simples e direta. Basta se conectar à plataforma ICOM pelo app ou site da Americanas e iniciar uma videochamada para que o intérprete faça a triangulação do atendimento. Com tradutores disponíveis durante todo o horário de atendimento do SAC (de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h), o tempo máximo de espera gira em torno de 90 segundos.  

Além do atendimento externo, o ICOM já atende mais de 100 funcionários surdos nas demandas de RH de centros de distribuição da Americanas. 

Acessibilidade para surdos, lei de inclusão e tecnologia

Acessibilidade para surdos, lei de inclusão e tecnologia

Acessibilidade para surdos é uma pauta que vem atraindo a atenção de inúmeras empresas. Especialmente porque a contratação de pessoas com deficiência auditiva se faz necessária, assim como a adaptação para as necessidades delas no dia a dia da empresa.

Infelizmente, nem todo negócio sabe por onde começar essa adaptação. Ou, ainda, quais recursos são necessários para a realização de uma comunicação eficiente entre profissionais surdos e ouvintes. 

Se esse é o caso da sua empresa, é possível que este artigo possa te ajudar bastante. Aqui, explicamos mais sobre a lei de acessibilidade para surdos e como a tecnologia pode ser uma aliada da acessibilidade.

O que é a Lei de acessibilidade para surdos?

Aproximadamente 10,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva no Brasil. Quem nos traz esse número é uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Semana da Acessibilidade Surda. Das pessoas surdas, 2,3 milhões têm deficiência severa. 

A pesquisa traz outros dados, como: o número de homens surdos é maior do que o de mulheres. Eles representam 54% e elas 46%. 

Outra informação importante é que 57% dos surdos têm mais de 60 anos de idade. Dessas pessoas, 9% nasceram com deficiência auditiva, enquanto 91% adquiriram ao longo da vida. Nesse segundo caso, 50% foi depois de 50 anos.  

Do número total de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, 87% não usam aparelho auditivo. 

Embora o número de surdos seja grande, infelizmente, a maioria dos espaços públicos e privados não estão preparados para se comunicar com eles. 

Essa falta de preparo não acaba aí. Em muitos casos, as pessoas surdas não têm a oportunidade de ocupar bom cargos profissionais ou até de conquistar um emprego porque as empresas não investem em acessibilidade para elas. 

Para tornar essa realidade diferente, algumas leis vêm sendo criadas, buscando a inclusão de surdos em diversos ambientes sociais e também no mercado de trabalho. Conheça algumas delas.  

Lei da Acessibilidade nº 10.098

Criada em 19 de dezembro de 2020, a Lei da Acessibilidade nº 10.098 traz regras para promover a acessibilidade para surdos e também para pessoas com outras deficiências ou com mobilidade reduzida. Para isso, ela estabelece normas em relação a:

  • barreiras urbanísticas;
  • arquitetônicas;
  • nos transportes;
  • barreiras nas comunicações e na informação;
  • elemento de urbanização;
  • mobiliário urbano;
  • uso de tecnologia assistiva ou ajuda técnica;
  • comunicação.

Em resumo, ela traz diversas normas que buscam dar condições de acesso, circulação e comunicação às pessoas com deficiência. Depois dela, outras leis complementares foram criadas. 

Lei de Libras e regulamento da profissão do Intérprete de Libras

Dentre as leis que foram criadas depois da anterior, uma que se destaca é a Lei 10.436, que é chamada de Lei da Libras. 

Ela apoia o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais – Libras – e também determina que instituições federais de ensino devem promover cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior; e de ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs”.

Já a Lei 12.319 regulamenta o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Assim, ambas são marcos na promoção da acessibilidade para surdos.

Lei Nº 13.146

Criada em 2015, é conhecida como a Lei Brasileira de Inclusão e aborda direitos ao transporte, educação e saúde das pessoas com deficiência. Além disso, determina punições para quem descumprir as regras citadas. 

Há ainda a Lei de Cotas, que é de 1991 e aborda a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 

Seleções das empresas devem estar de acordo com a legislação

As empresas também devem se preparar tanto para promover a acessibilidade para surdos, quanto para atender ao que determina a Lei 8.213, também conhecida como Lei de Cotas. Sancionada em 1991, ela determina que as grandes empresas devem destinar parte dos seus cargos para pessoas com deficiência. 

A porcentagem de pessoas com deficiência que devem ser obrigatoriamente contratadas varia de acordo com a quantidade de funcionários contratados pela instituição de seguinte forma:

  • de 100 funcionários até 200 funcionários: 2%;
  • entre 201 e 500: 3%;
  • entre 501 e 1000: 4%;
  • a partir de 1001: 5%.

Dessa forma, a legislação pretende ajudar a promover a inclusão e oportunizar empregos em diversas áreas às pessoas com deficiência. 

Além das outras leis que abordam temas sobre a acessibilidade para surdos em diversos ambientes, a Lei das Cotas colabora para que surdos tenham acesso ao mercado de trabalho e garantia de vagas. Assim, eles conseguem também adquirir independência financeira. 

Por outro lado, as instituições passam a oferecer um ambiente mais humano e acolhedor. Além de promover a inclusão, ela, obrigatoriamente, precisa deixar o local preparado para receber surdos e demais pessoas com deficiência. 

Afinal, para que elas possam atuar é essencial que as instituições invistam nas adaptações necessárias. Isso vale tanto para o ambiente físico quanto para a comunicação da empresa.

O uso da LIBRAS passa a ser essencial para a promoção da acessibilidade entre surdos e ouvintes. Isso pode ser conquistado tanto com o desenvolvimento de cursos  para todos os colaboradores, quanto por meio do uso de tecnologias especiais para essa finalidade. 

Tecnologia para promover a acessibilidade para surdos

A adoção da Língua de Sinais e de recursos para acessibilidade de surdos no ambiente empresarial poderia ser difícil se não fosse possível contar com ajuda da tecnologia. 

Um exemplo de tecnologia que pode ajudar as empresas nesse compromisso é a central de LIBRAS, que permite tradução em tempo real para surdos. Com ela, as instituições conseguem aprimorar processos simples de comunicação com surdos, como o processo seletivo, até situações comuns da rotina da empresa, como reuniões, palestras, treinamentos etc. 

Esse tipo de tecnologia consegue conectar intérpretes de Libras ao negócio, oferecendo tradução simultânea por meio de videochamadas. Dessa forma, a instituição promove a inclusão, o respeito e a cidadania com a ajuda da ferramenta certa.Seja qual for o ramo da empresa, é fato que ela deve promover a acessibilidade para surdos e realizar os ajustes necessários. Será que a instituição na qual você atua já fez tudo o que pode para isso? Faça o quiz “Qual o nível de inclusão da sua empresa?” e descubra.

Como melhorar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho?

Como melhorar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho?

Como a sua empresa atua em relação à inclusão de pessoas com deficiência? Nós queremos saber e vamos te ajudar. Essa é uma preocupação importante, já que a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho não é apenas para que a empresa esteja de acordo com a legislação vigente, mas também para que possa aproveitar devidamente os conhecimentos do profissional que possui deficiência.

Sem contar que, cada vez mais, o consumidor está atento a temas como inclusão de pessoas com deficiência. Muitos já avaliam isso antes de se tornarem clientes de uma empresa. 

Independente do objetivo, é necessário que a empresa faça todas as adequações necessárias para proporcionar uma inclusão verdadeira de pessoas com deficiência. Veja quais são elas.

1 – Siga a indicação da lei sobre processo seletivo de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Empresas com mais de 100 colaboradores devem, obrigatoriamente, contratar pessoas com deficiência. A Lei 8.213, também conhecida como Lei de Cotas, está vigente desde 1991 e determina a seguinte proporção em relação às contratações da equipe:

  • de 100 funcionários até 200 funcionários: 2% de funcionários portadores de deficiência;
  • entre 201 e 500: 3%;
  • entre 501 e 1000: 4%;
  • a partir de 1001: 5%.

2 – Adapte a seleção

Isso faz com que o processo de inclusão deva começar já na hora da seleção de candidatos. Afinal, para interagir com uma pessoa surda, por exemplo, será preciso se comunicar por meio de LIBRAS.

Se o candidato for cadeirante, se a estrutura dificultar o acesso, toda a experiência já será frustrante. Por isso, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho vai além de cumprir a cota determinada na lei. É preciso aperfeiçoar o processo seletivo. 

Para isso, é indicado considerar: 

  • Adequação do local e do formato da entrevista: o processo seletivo deve ser igual para todos, mas o processo deve levar em conta a deficiência. Se a pessoa for deficiente visual, é preciso oferecer um documento em braille para ela ser. Se for deficiente auditiva, é necessário se comunicar por meio de LIBRAS, o que pode ser feito, por exemplo, com ferramenta tecnológica, e assim por diante;
  • Competência para a função: a avaliação da competência para a função deve ser feita da mesma forma que para os demais sem deficiência. Assim, o foco deve ser na aptidão do candidato às atividades;
  • Capacidade de exercício da atividade: é preciso considerar o tipo de deficiência do candidato para indicá-lo ao cargo em que ele possa desempenhar a sua função como qualquer outro integrante da equipe;
  • Cuidado ao exigir experiência anterior: embora a  inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho seja amplamente discutida, elas ainda têm dificuldade em encontrar uma oportunidade. Por isso, é provável que o profissional não tenha experiência anterior e isso deve ser levado em consideração.  

Tenha atenção à acessibilidade

Além de um processo seletivo adaptado, é preciso se preocupar com a estrutura da empresa para promover a  inclusão de pessoas com deficiência na rotina de trabalho. 

Isso pode ser feito por meio de um mapeamento de acessibilidade. Com ele, será possível identificar locais já adaptados, bem como as melhorias que devem ser feitas para promover a  inclusão de pessoas com deficiência. 

Na sequência, a empresa deverá se adequar à Norma Técnica Brasileira número 9050 (NBR-9050). Para isso, é preciso identificar se há problemas, como:

  • estruturais: barreiras físicas, ausência de rampas de acesso ou de elevador, adaptação de banheiro, entre outros;
  • dificuldade de comunicação: falta de informativos em braile ou pelo desconhecimento de LIBRAS por parte da equipe de recursos humanos ou gestores;
  • instrumentos de trabalho que não permitam ou dificultem o uso por pessoas com deficiência.

Prepare a equipe para também incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho

A inclusão de pessoas com deficiência também envolve o time de trabalho. Além de ajustar o processo de seleção e a parte física, é necessário fazer com que a equipe esteja pronta para incluir.

Todos devem estar preparados para tratar o colega com respeito e sem preconceito. Esse ponto começa no setor de recursos humanos, responsável pela seleção e pelo acolhimento. 

Mas perpassa pela cultura da organização, da implicação de líderes e gestores, cujo papel de exemplo pode promover a pluralidade. Assim como no investimento em palestras de conscientização e cursos de adaptação.

Preocupe-se com a ergonomia para possibilitar a inclusão 

É preciso se preocupar com a segurança e conforto do deficiente dentro da empresa. Além de motivar o colaborador, isso faz com que ele possa ter mais autonomia. 

Sem contar que irá garantir segurança na hora de usar um equipamento ou de transitar pelo local de trabalho. Para isso, é preciso investir em itens como, por exemplo: 

  • sinalização tátil;
  • sinalização sonora;
  • sinalização visual;
  • adequação de banheiros, com portas que permitam a passagem de cadeira, barras para que a pessoa se apoie, entre outros;
  • rotas acessíveis.

Esses cuidados são essenciais para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Afinal, o ambiente inclusivo também deve considerar as disposições físicas e de segurança para esses profissionais. 

Capacite supervisores e chefes de equipe

O RH deve estar preparado e os demais colaboradores devidamente instruídos. Atitudes preconceituosas também devem ser punidas, mas para que tudo isso caminhe bem, as pessoas que ocupam cargos de chefia precisam estar prontas para isso.

Por isso, essas pessoas precisam ser treinadas e capacitadas. É necessário que elas conheçam a realidade das limitações existentes para esses profissionais facilitando o relacionamento. 

Entretanto, ao mesmo tempo que a inclusão de pessoas com deficiência exige a adaptação do ambiente, é preciso manter uma relação profissional. O contratado deve ser bem recebido, como qualquer outro colaborador. Lembre-se de que um tratamento diferenciado pode resultar em constrangimento. 

Para que isso aconteça, a capacitação de chefes de equipes e supervisores se faz necessária. Assim, os líderes estarão prontos para fortalecer as iniciativas de conscientização e melhorar o ambiente laboral. Assim, podemos concluir que a inclusão de pessoas com deficiência depende de:

  • alterações físicas;
  • adaptações ergonômicas;
  • treinamento e informação da equipe.

Será que a sua empresa está pronta para isso? Descubra respondendo ao quiz “Qual o nível de inclusão da sua empresa?”.

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