Todas as pessoas com deficiência permanente, acima dos 18 anos, já podem receber a vacina da Covid-19

Todas as pessoas com deficiência permanente, acima dos 18 anos, já podem receber a vacina da Covid-19

Começou na quinta-feira, dia 10 de junho, a vacinação para todas as pessoas com deficiência a partir dos 18 anos. Inicialmente, o governo determinou que apenas as pessoas contempladas com BPC (Benefício de Prestação Continuada) é que receberiam a vacina.

Conhecendo a importância da imunização para as pessoas com deficiência permanente e por achar discriminatório o critério da adoção do BPC para iniciar a vacinação, a AME convidou o secretário de saúde do Estado de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, a senadora Mara Gabrilli e a professora e médica Linamara Battistella para debater o tema da vacinação em uma Live realizada no início de maio. Na ocasião, o secretário já havia sinalizado aos participantes da live que a ampliação do grupo de pessoas com deficiência vacinadas deveria ocorrer a partir de junho. 

Para acessar a íntegra da live clique aqui.  

Estudantes paulistas promovem inclusão ao criar software que transforma Libras em texto

Estudantes paulistas promovem inclusão ao criar software que transforma Libras em texto

Três alunos da Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, criaram um programa que emprega Inteligência Artificial (IA) para transformar movimentos e expressões da Língua Brasileira de Sinais em texto. Elaborado por Vinícius Luciano Navarrete da Silva, Luciano dos Anjos Oliveira e Fabrício Holanda de Almeida para o trabalho de conclusão do curso de Técnico em Desenvolvimento de Sistemas, o software é capaz de reconhecer sinais com as mãos, expressões faciais e movimentos do corpo. O projeto, desenvolvido com o sistema operacional Ubuntu, Machine Learning (ML) e código aberto MediaPipe do Google, se classificou entre os dez primeiros na votação popular da 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que aconteceu no mês de março em São Paulo. Agora, que a ferramenta já está apta a converter cerca de 100 sinais de Libras para texto, os jovens estão em busca de intérpretes para aprimorá-la ainda mais. Quem tiver interesse em colaborar pode clicar no link a seguir para entrar em contato por email.   

Inclusão na comunidade e vida independente para pessoas com deficiência

Inclusão na comunidade e vida independente para pessoas com deficiência

O Decreto Legislativo n° 186 de 09/07/08 aprovou o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que tem como objetivo promover, proteger e assegurar os direitos humanos e liberdades fundamentais para as pessoas com deficiência, e em seu artigo 19 cita a importância da garantia de vida independente e inclusão na comunidade.

A liberdade de escolha e a participação ativa em todas as esferas da vida em sociedade devem ser usufruídas pelas pessoas com deficiência e ofertadas pelo poder público e, acima de tudo, pela própria sociedade, que muitas vezes é a grande causadora das inúmeras barreiras enfrentadas por essa população que busca incessantemente por igualdade de oportunidades. Entendemos como igualdade de oportunidades a condição de participação plena e efetiva em quaisquer situações, não sendo um ganho de privilégios, mas sim garantia de direitos.

A acessibilidade deve ser garantida para que dentro da comunidade haja a possibilidade de uso de todos os serviços, instalações e equipamentos, assim como interação com as demais pessoas, evitando-se assim isolamento ou segregação. Acima de tudo, não basta apenas o uso e interação, é preciso que independência e autonomia estejam presentes, pois assim é garantida tanto a possibilidade de realização de atividades do dia a dia quanto o autogerenciamento e a tomada de decisões.

A vida em sociedade é uma necessidade de todo ser humano e a convivência entre pessoas com e sem deficiência é essencial para que haja uma melhor compreensão acerca de quem é a pessoa com deficiência, suas particularidades, características específicas, eventual necessidade de apoio e principalmente a melhor forma de abordagem e conduta.

Todos nós temos nossa individualidade e a diversidade está implícita em todos, sem exceção. Portanto, uma pessoa com deficiência é uma pessoa como outra qualquer, com seus desejos, aspirações, sonhos, objetivos, medos e história de vida como um todo. Mas, devido ao histórico de segregação e exclusão imposto a essa população, que ainda traz consequências nos dias de hoje, é extremamente necessário e essencial que as pessoas com deficiência estejam cada vez mais presentes na comunidade como um todo, quer seja trabalhando, estudando, viajando, utilizando diferentes meios de transporte e diferentes serviços ofertados a toda população. Elas devem ser vistas, respeitadas e acima de tudo, incluídas. A inclusão pode ser considerada uma via de mão dupla, onde pessoas com deficiência e sociedade se adaptam de forma simultânea para um melhor convívio.

Assim, o convívio entre todos, pessoas com e sem deficiência, pode estimular essa naturalidade que pode e deve existir entre esses dois grupos, por assim dizer, e fazer com que seja observado em todas as pessoas um maior desenvolvimento e uma busca para ultrapassar a própria individualidade, contribuindo assim para o processo de inclusão.

A vida em comunidade também é necessária porque é nela que compartilhamos ideias, sonhos e satisfazemos nossas próprias necessidades. Longe dela, nos isolamos e nos privamos de relacionamentos, que é onde podemos obter as condições básicas para nossa sobrevivência.

Em sociedade, podemos crescer, nos aperfeiçoar e melhorar como seres humanos, e a conquista da independência e autonomia está diretamente ligada a isso. Uma pessoa com deficiência que tem condições asseguradas de mostrar sua independência e autonomia sente-se mais valorizada e apta a manter um bom relacionamento com outras pessoas na comunidade.

Sem dúvida, a conquista da independência e autonomia traz para a pessoa com deficiência a possibilidade de fazer suas próprias escolhas, traçar seu próprio caminho, baseando-se no que entende ser melhor para ela mesma, e não recebendo algo de uma sociedade que, via de regra, ainda se mostra inacessível, segregador e que exclui.

O que ainda falta para termos um país acessível e inclusivo se temos leis e normas que nos direcionam para isso? Desconhecimento dos parâmetros, descaso e, talvez, falta de fiscalização mais rígida. Mas o que contribui muito para isso é a chamada barreira atitudinal, como o próprio nome diz, barreira provocada por uma atitude inadequada, um comportamento muitas vezes embutido nos participantes da própria comunidade e que apagam ou diminuem a independência da pessoa com deficiência.

Independência precisa andar de mãos dadas com a inclusão. Não podemos pensar em uma vida em comunidade caso as pessoas com deficiência não tenham condição de mostrar suas capacidades funcionais e habilidades, sendo assim privadas de participação e de possibilidade de execução de suas funções e atividades relacionadas à vida diária.

Rodrigo Vilela

Departamento de Projetos, AME

Como estão as crianças com TEA nessa pandemia e o que podemos repensar?

Como estão as crianças com TEA nessa pandemia e o que podemos repensar?

Em março de 2020, a organização Mundial de Saúde caracterizou o surto da COVID-19 como uma pandemia, e o mundo passou a tomar medidas sanitárias e de distanciamento social para prevenção, controle e mitigação dessa problemática. Medidas drásticas de isolamento e distanciamento social foram tomadas para proteção e salvamento de vidas.

A pandemia promoveu novas rotinas e modos de vida, modificando a sociabilidade, restringindo a forma de interação, tornando o ambiente familiar a célula principal do confinamento e com novas ações educativas. O computador foi liberado, os jogos, um passatempo que causava desavenças e isolamento entre pais e crianças precisou ser repensado como funcional, a partir desta nova perspectiva.

Se todas as crianças tiveram suas rotinas modificadas, imagine como ficaram as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que, quando sofrem uma mudança repentina, sem anúncio anterior, entram em crise, gerando maior estresse no entorno familiar, revelando as dificuldades de lidar com essa situação e a necessidade que ainda temos de elaboração de trabalhos com essas famílias.  

Além disso, a pandemia provocou a todos novos hábitos de higienização e costumes. Não podemos sair sem o uso de máscara e não podemos ficar sem higienizar nossas mãos e utensílios. O que cabe pensar, como será que as crianças com TEA compreenderam esses novos hábitos?

Crianças com autismo, em estado grave ou que ainda tem muitos prejuízos de perceber o que está acontecendo, não entenderam o porquê de um dia para o outro, tiveram as suas rotinas retiradas e em casa estão até os dias atuais. Quando conseguem sair, a imposição do uso de uma máscara é colocada, máscara um objeto que abafa a boca e serve para quê?

O TEA é um transtorno que afeta o desenvolvimento de uma criança, desde os seus 03 primeiros anos de vida, comprometendo a comunicação, coordenação motora, socialização, afetando funções como atenção e causando hiperatividade. Os prejuízos mais significativos serão na aprendizagem e interação social. Assim, podemos compreender que, uma criança com TEA pode falar, mas não de maneira efetiva para se comunicar ou compreender totalmente o outro e, como efeito, ela se isola.

Relembrando que ações e diversos trabalhos foram realizados para que escola e tratamentos não parassem, e a saída principal foi a do ensino a distância e do atendimento online, incorporado por diversas instituições. Nesta modalidade, muitas vezes a presença de um acompanhante adulto se faz necessária, como mediação entre a criança e o professor (ou terapeuta) do outro lado da tela. Esta modalidade pode se mostrar eficaz em várias circunstâncias, mas em algumas merece maior atenção.

As crianças com TEA, por exemplo, necessitam de maior mediação para a aprendizagem e, durante a pandemia, quem representou este papel junto às escolas e às terapias acabou sendo a família. Em muitos casos causou-se um aumento do nível de estresse e elevada preocupação, pois pais não são terapeutas nem professores, e isso esbarra no afastamento e distanciamento do interesse em dar continuidade com as atividades online.  

A inclusão se caracteriza pelo conjunto de medidas direcionadas ao indivíduo que está excluído do meio social. Nesse momento, não podemos deixar de pensar que a pandemia é o que mais nos preocupa, pois, a contaminação é um risco de vida. No entanto, como faremos com essas crianças, que já têm como características o isolamento e embotamento afetivo? De certa forma, a pandemia está provocando o agravamento do prejuízo social nos casos onde ele já se fazia presente.

Desta forma, julga-se necessário que, quando tivermos a oportunidade de retornarmos às escolas e aos atendimentos presencias, que seja refeita a (re)inclusão dessa criança. Se ela não usar máscara, por não entender a necessidade, ajude-a a compreender.  A interlocução com a família e os demais envolvidos neste processo precisa ser acolhida, compreendida e manejada, considerando a singularidade de cada criança, pois uma medida não pode esbarrar em exclusão ou desenvolvimento de novos sintomas.

Telma Rodrigues

Psicóloga da Unidade Clínica da Ame

World Summit Awards, maior premiação de inovação digital, abre inscrições para edição 2021

World Summit Awards, maior premiação de inovação digital, abre inscrições para edição 2021

Projetos inovadores, com impacto social e soluções ligadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável podem participar

O World Summit Awards (WSA) Brasil, abre suas inscrições para a edição 2021. Empresas com projetos inovadores que tem impacto na sociedade podem e devem participar. Trata-se de um verdadeiro festival tecnológico de diversidade, inovação, acessibilidade e inclusão. Muito mais do que premiar um trabalho de vanguarda, o WSA nasceu com o objetivo de reforçar a mensagem de que as tecnologias da informação e comunicação são indispensáveis para o desenvolvimento, seja no plano pessoal, nacional ou global.
No Brasil, o Prêmio seleciona, promove e divulga anualmente os projetos mais inovadores, criativos, inclusivos e com maior impacto social que ofereçam soluções para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Nos 18 anos de existência do WSA, já foram premiados mais de 700 projetos, vindos do mundo todo. “Faremos da edição 2021, a maior na história no Brasil! Contamos com a parceria e o apoio de empresas e instituições ligadas à tecnologia e publicidade, cientes e conscientes da importância que o prêmio representa e no valor que ele agrega aos vencedores globais.” – afirma Cid Torquato, embaixador do Prêmio no Brasil.

Apoiam o prêmio grandes instituições como: ICOM Libras, Digitalks, Ouvi, Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Associação Brasileira de Marketing de Dados (ABEMD), Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADI), Associação dos Profissionais de Propaganda no Brasil (APP Brasil) e Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (BRASSCOM).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de junho, acessando o site www.premiowsa.com.br. Os vencedores da etapa brasileira serão conhecidos em evento virtual que será realizado na segunda quinzena de agosto, em data anunciada em breve. Depois serão encaminhados para concorrer a etapa global do WSA em setembro, seguindo o calendário Global – portal https://wsa-global.org


Sobre o WSA

O World Summit Award – WSA é uma premiação global com o intuito de selecionar e promover os melhores e mais inovadores conteúdos digitais do mundo, valorizando a relevância em relação ao contexto em que foi criado, bem como a contribuição a inclusão e acessibilidade digitais.

O WSA teve início em 2003, em Genebra, no âmbito da cúpula das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação (WSIS – World Summit on the Information Society) e vem sendo realizado a cada dois anos, sendo coordenado pelo Centro Internacional de Novas Mídias (ICNM – International Center for New Media), de Salzburg, Áustria.

A competição global é resultado de seleções nacionais, envolvendo mais de 180 países, que, em concursos locais, selecionam as melhores práticas e os melhores projetos em oito categorias nas áreas de Governo, Saúde, Educação, Ambiente e Energia Verde, Cultura e Turismo, Urbanização, Negócios e Inclusão. Qualquer órgão público, empresa, entidade ou indivíduo pode concorrer ao prêmio. No Brasil, foi criado também uma categoria especial, que premia o melhor projeto, dentro dos escolhidos nas oito categorias, em termos de Acessibilidade.

Para mais informações acesse o site www.premiowsa.com.br e as redes sociais @wsabrasil

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