Empresas que contratam surdos: a importância da inclusão na cultura empresarial

22/04/2021

Ser uma marca inclusiva, como empresas que contratam surdos, e a favor da inclusão é estar alinhada às mudanças e demandas sociais. Por isso, permanecer aquém dessa realidade pode ser um grande erro, que compromete a imagem da empresa junto a seu público.

Mas, mais do que “agradar” ao público, a marca precisa entender a responsabilidade social que possui com o entorno e o ambiente onde atua.

Uma das medidas é a política de inclusão nos ambientes corporativos. Existem leis que garantem acesso de minorias ao mercado de trabalho, como as pessoas surdas, e que orientam sobre como elas devem ser envolvidas nos ambientes organizacionais. 

Em função da falta de conhecimento sobre como criar ambientes corporativos mais inclusivos, este texto busca orientar gestores e empreendedores a mudarem o perfil da sua cultura organizacional, tornando-a, de fato, mais diversa e inclusiva, indicando, especificamente, como empresas que contratam surdos devem agir. Leia mais!

Empresas que contratam surdos: a diferença entre diversidade e inclusão

Antes de mais nada, é fundamental que marcas que estão buscando maior cultura de inclusão, como empresas que contratam surdos, entendam a diferença entre inclusão e diversidade. Embora os termos sejam usados no mesmo contexto, eles definem aspectos diferentes no acesso a direitos e cidadania. Para aplicá-los na organização é preciso superar o entendimento superficial que se tem deles.

O que é diversidade

A diversidade diz respeito aos vários tipos de indivíduos que coexistem, com identidades, culturas, religiosidade e sexualidade diferentes entre si, em uma comunidade. Assim, toda instituição é diversa em menor ou maior grau, seja quando possui funcionários de culturas e locais diferentes ou quando emprega pessoas de etnias distintas, por exemplo.

O que é inclusão

A inclusão, por sua vez, refere-se às ações que incluam pessoas diversas nos ambientes corporativos e educacionais. A política de cotas para pessoas com deficiência, por exemplo, é uma estratégia para inclusão dos pcds nesses espaços. Dessa forma, promove, além da própria inclusão e do acesso igualitário, a diversidade nesses ambientes.

Em resumo, políticas inclusivas promovem a diversidade nos espaços.

Por que criar uma cultura organizacional orientada à inclusão

Como mencionado, ao integrar uma sociedade como organização privada, toda empresa deve se preocupar com políticas que possam contribuir para melhorias na comunidade em que está inserida, podendo atuar no combate ao desemprego e à marginalização de minorias que não têm acesso igual aos mesmos serviços e possibilidade de ascensão econômica e social.

Pessoas surdas estão incluídas nessa minoria  e mesmo existindo uma lei que as ampare no processo de inclusão no mercado de trabalho, muito ainda precisa ser feito. Isto porque os ambientes corporativos não costumam ser voltados para uma cultura inclusiva efetiva, ainda que recebam profissionais de grupos minoritários.

O que geralmente acontece com empresas que contratam surdos, por exemplo, é a exclusão dessas pessoas pelos colegas de trabalho e também dos vários processos que acontecem dentro da empresa. Assim, o surdo sofre com diferentes níveis de preconceitos e não tem perspectiva de ascensão dentro da empresa, posto que é tratada de forma capacitista pelos demais.

Investir em uma cultura inclusiva pode gerar impactos positivos para a empresa, tanto de forma interna, com a retenção de profissionais talentosos que integram times engajados com o trabalho, atuando em ambientes saudáveis, como também o reflexo externo, a imagem que essa empresa passa para seu público e a sociedade, em geral.

Para se ter ideia, conforme pesquisa da McKinsey, empresas que trabalham com uma cultura inclusiva efetiva tem melhor performance financeira que suas concorrentes.

Como fortalecer uma cultura mais inclusiva

Para tornar o ambiente corporativo mais inclusivo, basta inicialmente criar políticas de empregabilidade para pessoas de grupos minoritários, como os surdos, nos vários setores da empresa, não apenas em cargos de pouca visibilidade e na quantidade mínima necessária para cumprir o que exige a lei 13146.

Em seguida, é preciso preparar o ambiente, adequação física – caso preciso – para que esses novos funcionários sintam-se acolhidos e tenham condições de desenvolver suas atividades com autonomia.

No caso das empresas que contratam surdos, por exemplo, cabe ao gestor adotar ferramentas assistivas que concedam ao funcionário o direito de se comunicar com os demais colegas, adaptar as ferramentas de comunicação, contratar intérpretes de libras ou ainda tecnologias que realizam esse trabalho de tradução de libras.

Além disso, é possível também promover eventos e ações de integração das equipes, bem como oferecer a todos oportunidades de capacitação e crescimento dentro da empresa.

Para que a cultura inclusiva se estabeleça de maneira concreta, é preciso que os processos de inclusão e ações que valorizam e respeitam a diversidade sejam constantes e façam parte da agenda interna e externa da organização, sendo incluídos nos valores que a empresa tem e quer transmitir para seus públicos.

Em resumo, vimos que a simples inclusão de pessoas surdas na empresa não faz dela uma organização de cultura inclusiva, é preciso adotar medidas frequentes, preparar toda a equipe de funcionários para a nova realidade e acolher, sem tratar de forma capacitista os novos funcionários, valorizando suas competência e habilidades, além de dar condições iguais para que eles possam crescer junto à empresa.

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